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Ilhas Maldivas anulam sentença de morte por apedrejamento a mulher condenada por adultério

Sexo extraconjugal e relacionamentos homossexuais são ilegais para os moradores do luxuoso destino turístico, mas Suprema Corte suspendeu sentença proferida no domingo

A Suprema Corte das Ilhas Maldivas anulou a sentença de morte por apedrejamento a que uma mulher havia sido condenada neste domingo por adultério, reportou a rede britânica BBC. Sexo extraconjugal é ilegal no paradisíaco arquipélago do Oceano Índico.

A mulher, que não teve a identidade revelada, teria dado à luz um bebê fruto do adultério. A sentença de morte foi proferida no domingo, mas foi suspensa pela Suprema Corte algumas horas depois porque teria violado procedimentos legais.

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Punições físicas a condenados por sexo extraconjugal nas Maldivas não são raras, mas este foi o primeiro caso em que um réu foi sentenciado à morte por apedrejamento, segundo a BBC. A decisão provocou uma avalanche de críticas nas redes sociais e entre ativistas de direitos humanos.

Em 2013, uma adolescente de 15 anos foi condenada a 100 chibatadas por ter relações sexuais antes do casamento. A Suprema Corte também anulou a sentença na ocasião, alegando que a condenação foi equivocada.

Além de sexo fora do casamento, a Justiça das Ilhas Maldivas também considera ilegal qualquer relacionamento homossexual. A proibição é restrita a moradores e não afeta os mais de 1 milhão de turistas que visitam o arquipélago anualmente.

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(Da redação)