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Hungria pede tempo para decidir apoio a normas orçamentárias da UE

Por Da Redação 9 dez 2011, 09h29

Bruxelas, 9 dez (EFE).- A Hungria pediu ‘mais tempo’ nesta sexta-feira para decidir se apoia as novas normas da União Europeia sobre disciplina orçamentária, enquanto os líderes da Irlanda, Bélgica e Lituânia avaliaram o acordo como um avanço importante para deixar para trás a crise da dívida.

Na cúpula de líderes europeus em Bruxelas, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, afirmou que o acordo sobre disciplina fiscal realizado na noite de quinta-feira por 23 Estados-membros ‘afeta questões básicas da soberania nacional húngara’, por isso que o Parlamento do país precisa de mais tempo para decidir sobre o apoio.

Na reunião de quinta-feira, Hungria e Reino Unido tomaram distância do grupo de países dispostos a aderir ao pacto sobre disciplina orçamentária, enquanto Suécia e a República Tcheca pediram a realização de consultas com seus Parlamentos ou com parceiros das coalizões de Governo.

O primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny, declarou que o pacto é ‘um bom acordo’, já que estabelece medidas para prevenir os contágios pela crise da dívida.

Na mesma linha, a presidente da Lituânia, Dalia Grybauskaité, classificou o acordo como um ‘passo a frente muito positivo’, o que segundo sua opinião ‘demonstra que os Estados-membros decidiram que necessitam assumir responsabilidades e continuar avançando’.

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A presidente advertiu que o início das medidas ‘tomará um tempo’, e criticou a divisão provocada pelos britânicos, mas ressaltou que o Reino Unido ‘está fora do processo de decisão e a Europa está unida’.

Além disso, o novo primeiro-ministro belga, Elio di Rupo, destacou a necessidade de garantir uma solidariedade maior entre os países da União Europeia e impulsionar o crescimento econômico.

‘Conseguimos concordar uma disciplina orçamentária que era necessária para a situação do euro, mas também necessitamos de mais solidariedade e crescimento’, afirmou.

Na reunião de quinta-feira, os 27 também acordaram acelerar em um ano a entrada em vigor do fundo de resgate permanente e dotar o Fundo Monetário Internacional com 200 bilhões de euros para ajudar países em crise.

O pacto sobre disciplina orçamentária consagra a ‘regra de ouro’ para que os países não tenham déficit estruturais anuais superiores a 0,5% do Produto Interno Bruto, que além disso será incluída nas constituições dos países ou em legislações equivalentes. EFE

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