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Hosni Mubarak sofre AVC e está em estado crítico no Egito

Antes, ele teria sofrido também mais uma parada cardíaca. Saúde do ex-ditador começou a declinar depois do anúncio de sua condenação à prisão perpétua

Por Da Redação - 19 jun 2012, 17h16

O presidente egípcio deposto, Hosni Mubarak, preso há duas semanas, teve um AVC após ter sofrido uma nova parada cardíaca, anunciou nesta terça-feira a imprensa estatal. “Houve uma degradação do estado de saúde de Mubarak, vítima de um ataque cerebral”, indicou a televisão pública, com confirmação da agência oficial Mena. A situação do ex-ditador é grave.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, egípcios iniciaram, em janeiro, sua série de protestos exigindo a saída do então ditador Hosni Mubarak, que renunciou no dia 11 de fevereiro de 2011.
  2. • Durante as manifestações, mais de 800 rebeldes morreram em choques com as forças de segurança de Mubarak, que foi condenado à prisão perpétua acusado de premeditar e ordenar esses assassinatos.
  3. • A Junta Militar assumiu o comando do país após a queda do ditador e prometeu entregar o poder ao novo presidente, escolhido em eleição, até o dia 30 de junho.

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Antes a Mena havia informado, citando fontes de segurança, que o coração do ex-presidente parou e que ele foi tratado com a ajuda de um desfibrilador. “O estado de saúde de Mubarak entrou em uma fase grave”, acrescentou. A agência citou autoridades anônimas, que não descartaram uma transferência do ex-presidente para um hospital militar em algumas horas, caso seu estado de saúde continue a se deteriorar.

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Mubarak, de 84 anos, está detido em uma ala médica da prisão de Tora, no sul do Cairo, depois de sua condenação à prisão perpétua, no dia 2 de junho, quando seu estado de saúde teria começado a declinar. Fontes de segurança indicaram que ele sofre de depressão severa, de dificuldades respiratórias e de hipertensão.

Sua família pediu que ele fosse transferido para um hospital para ser tratado, como tinha sido o caso antes de sua condenação, mas as autoridades indicaram que não tinham tomado ainda uma decisão e que Mubarak seria tratado “como qualquer prisioneiro”. O ex-chefe de estado foi condenado à prisão perpétua pela repressão à revolta contra seu governo, no início de 2011, que deixou cerca de 850 mortos.

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(Com agência France-Presse)

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