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Hosni Mubarak está ‘clinicamente morto’, diz agência oficial

Ex-ditador sofreu um acidente vascular-cerebral após parada cardíaca

Por Da Redação - 19 jun 2012, 18h33

O ex-ditador egípcio, Hosni Mubarak, está “clinicamente morto”, informou nesta terça-feira a agência oficial Mena. A morte cerebral ocorreu logo após ele sofrer um acidente vascular-cerebral (AVC) e uma parada cardíaca, segundo a imprensa estatal. “Houve uma degradação do estado de saúde de Mubarak, vítima de um derrame”, indicou mais cedo a televisão pública, acrescentando que a situação do ex-ditador era grave.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, egípcios iniciaram, em janeiro, sua série de protestos exigindo a saída do então ditador Hosni Mubarak, que renunciou no dia 11 de fevereiro de 2011.
  2. • Durante as manifestações, mais de 800 rebeldes morreram em choques com as forças de segurança de Mubarak, que foi condenado à prisão perpétua acusado de premeditar e ordenar esses assassinatos.
  3. • A Junta Militar assumiu o comando do país após a queda do ditador e prometeu entregar o poder ao novo presidente, escolhido em eleição, até o dia 30 de junho.

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A informação, porém, ainda não foi confirmada por agências independentes. Fontes militares ouvidas pela agência Reuters negam que Mubarak esteja morto – disseram que ele estaria inconsciente, mantido por aparelhos. Um advogado do ex-presidente ouvido pelo jornal Washington Post também nega a morte.

O general Mamdouh Shahin, membro do Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito, disse à rede CNN: “Mubarak não está clinicamente morto conforme foi relatado, mas sua saúde está se deteriorando, e ele está em estado crítico”.

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Pouco antes de falar em “morte clínica”, a Mena havia informado, citando fontes de segurança, que o coração do ex-presidente parou e que foi preciso usar um desfibrilador. Depois disso, ele foi transferido da prisão para um hospital militar no distrito de Maadi, no Cairo, ao anoitecer desta terça-feira.

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Saúde – Mubarak, de 84 anos, está em uma ala médica da prisão de Tora, no sul do Cairo, desde sua condenação à prisão perpétua, no dia 2 de junho, quando seu estado de saúde declinou. A família do tirano pediu que ele fosse transferido para um hospital, como havia ocorrido antes de sua condenação, mas as autoridades respoderam que o ex-ditador seria tratado “como qualquer prisioneiro”.

Mubarak foi condenado à prisão perpétua pelos crimes cometidos durante a repressão às revoltas que puseram fim a seu governo, no início de 2011, quando mais de 800 pessoas morreram.

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Protestos – A morte cerebral de Mubarak foi anunciada em um momento de tensão no Egito, devido aos crescentes protestos contra o que os islamitas chamam de “golpe de estado” dado pelos militares, que dissolveram a Assembleia às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, as primeiras do pós-Mubarak.

A junta militar que sucedeu Mubarak no poder é frequentemente acusada de levar muito lentamente o processo de transição para a democracia, ou mesmo de não ter intenção de ceder o poder. O resultado oficial das eleições deve ser divulgado na quinta-feira. Até o momento, ambos os lados reivindicam a vitória.

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