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‘Hora de fazer coisa certa’ sobre clima, diz Greta ao Congresso dos EUA

Ativista sueca de 18 anos participou de painel da Câmara dos Deputados poucas horas após início da Cúpula do Clima

Por Da Redação Atualizado em 22 abr 2021, 13h40 - Publicado em 22 abr 2021, 12h59

A ativista sueca do clima Greta Thunberg alertou parlamentares dos Estados Unidos nesta quinta-feira, 22, que a história irá responsabilizá-los por catástrofes climáticas caso não parem de subsidiar a indústria de combustíveis fósseis “antes que seja tarde”. 

Greta, de 18 anos e cujo ativismo inspirou um movimento global, testemunhou em painel da Câmara dos Deputados poucas horas após o início da Cúpula do Clima, evento virtual organizado por Washington com participação de líderes globais, que teve início nesta quinta-feira e onde já discursaram o presidente Jair Bolsonaro e o presidente chinês, Xi Jinping.

“Vocês ainda têm tempo para fazer a coisa certa e salvar seus legados, mas esse tempo não vai durar muito”, disse Greta. “Nós, os jovens, somos os que vamos escrever sobre vocês nos livros de história. Portanto, meu conselho para vocês é que escolham com sabedoria”.

Ela diz que as promessas atuais de diferentes países de reduzir a metade de suas emissões de gases causadores do efeito estufa na próxima década ainda não são suficientes. A legisladores americanos em 2019, ela afirmou que políticos não estavam se esforçando o suficiente para enfrentar a crise climática. 

  • O presidente do subcomitê ambiental da câmara, o deputado Ro Khanna, é um dos mais vocais na pressão ao presidente Joe Biden pelo fim de subsídios a combustíveis fósseis como parte de um plano para reconstruir a infraestrutura americana.

    “Apreciamos que o presidente Biden fala sobre fim de subsídios a combustíveis fósseis. Mas detalhes são importantes”, disse o deputado em comunicado divulgado antes da audiência. “Em quatro meses de governo, progressistas estão buscando compromissos tangíveis e específicos do governo para seguir sua própria plataforma”.

    Apesar de ter citado a substituição dos subsídios por incentivos para a produção de energia limpa como parte de seu plano de 2,3 trilhões de dólares para reformar a infraestrutura americana, Biden não especificou quais incentivos fiscais seriam envolvidos.

    Na cúpula nesta quinta-feira, o presidente americano prometeu reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa dos Estados Unidos em 50% em relação aos níveis de 2005 até 2030. A meta surge no momento em que o país busca recuperar a liderança global na luta contra o aquecimento global e quase duplica a promessa do ex-presidente Barack Obama de cortar as emissões de 26% a 28% abaixo dos níveis de 2005 até 2025.

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