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Hong Kong exigirá uso de pulseira eletrônica em infectados pela Covid-19

Sistema irá monitorar pessoas que testaram positivo para a doença, garantindo que não saiam de casa durante o isolamento

Por Da Redação
Atualizado em 12 jul 2022, 10h45 - Publicado em 12 jul 2022, 10h45

O governo de Hong Kong anunciou na noite de segunda-feira 11, que passará a adotar um novo sistema eletrônico para monitorar remotamente pacientes infectados com Covid-19. O uso das chamadas “pulseiras de quarentena” será obrigatório para aqueles que tiverem resultados positivos em testes para a doença e tem o objetivo de fiscalizar se essas pessoas estão cumprindo o isolamento social.

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“Temos que garantir que o isolamento domiciliar seja mais preciso e humano”, disse Lo Chung-mau, o novo secretário de saúde da cidade ao anunciar a nova medida.

As pulseiras eletrônicas serão introduzidas na sexta-feira, 15, e a violação da regra acarretará uma multa de até US$ 3.200 (R$ 17.262) e até seis meses de prisão. Além dos braceletes, o território autônomo passará a adotar o sistema de saúde eletrônico da China, que rastreia o movimento de pessoas por meio de telefones celulares.

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Ao frequentarem espaços públicos, os cidadãos deverão apresentar o QR Code na tela de seu dispositivo, que contém informações sobre seu estado de saúde. Se o código estiver com a cor verde, a pessoa será autorizada a acessar o espaço. O código fica amarelo se a pessoa teve contato próximo com um infectado e vermelho se o usuário fez um teste de resultado positivo para o vírus. 

Sob o novo sistema, viajantes que chegam em Hong Kong serão identificados pelo código amarelos, deverão usar máscara obrigatoriamente e não serão permitidas em locais de “alto risco”, como hospitais e instituições de assistência a idosos, informaram as autoridades de saúde.

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Hong Kong já usou dois tipos de pulseiras para rastrear pessoas em quarentena domiciliar no início da pandemia em 2020. A primeira era material plástico com um código QR e a posterior já contava com o rastreador eletrônico. Os novos braceletes serão controlados pelo aplicativo “Leave Home Safe” introduzido no ano passado para rastrear o movimento das pessoas em locais públicos.

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Os órgãos de defesa dos direitos humanos criticaram o sistema chinês como uma invasão de privacidade, alertando que Pequim usa dados coletados dos usuários para controlar e restringir liberdades.

Criada com o objetivo de conter a a não disseminação do vírus na comunidade, especialistas alertam que o novo sistema poderá ter efeito inverso, inibindo as pessoas de relatarem resultados de testes positivos por medo de terem seu deslocamento bloqueado pelas pulseiras. 

Atualmente, Hong Kong está relatando uma média de cerca de 2.500 casos por dia, mas as estatísticas futuras podem não refletir totalmente a realidade da situação, por conta da subnotificação.

As novas medidas sinalizam que a cidade pretende continuar com restrições mais severas em sua tentativa de erradicar o vírus. A região autônoma ainda mantém rígidas restrições de viagem, impondo uma quarentena de sete dias em hotéis para chegadas, de acordo com a política de “Covid zero” da China. Paralelamente, outros países tendem a relaxar o controle à medida que a vacinação avança. 

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