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Homossexual morre após ser agredido por neonazistas no Chile

Por Da Redação 25 mar 2012, 12h56

Santiago do Chile, 25 mar (EFE).- Um jovem homossexual chileno que foi agredido por um grupo de neonazistas foi declarado com morte cerebral pelos médicos que o atendiam desde o início do mês, quando ele foi atacado em Santiago.

Ainda segundo os médicos, o estado dos órgãos de Daniel Zamudio, de 24 anos, se deteriorou a tal ponto que eles não poderão ser doados.

Um grupo de neonazistas que foi detido pela polícia agrediu brutalmente o rapaz no dia 6 de março. Eles arrancaram parte de uma orelha de Zamudio, marcaram seu corpo com símbolos neonazistas, o apedrejaram e quebraram uma de suas pernas.

O Movimento de Integração e Liberação Homossexual (Movilh), familiares e amigos de Daniel Zamudio fizeram uma vigília na noite de sábado em frente ao hospital onde ele estava internado na capital chilena.

O advogado da família de Zamudio, Jaime Silva, disse aos jornalistas que se Daniel falecesse, estaria consumado ‘um crime de homicídio premeditado’.

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‘A Justiça chilena considera este um dos crimes mais graves e prevê a pena máxima, que é prisão perpétua qualificada, ou seja, 40 anos de prisão efetiva antes da tentativa de redução da pena’, disse Silva em entrevista à ‘Rádio DNA’.

O presidente do Movilh, Rolando Jiménez, afirmou que ‘é da maior gravidade que ainda haja no Chile grupos como os neonazistas que atuam com absoluta impunidade, e isso se dá, entre outras coisas, porque a classe política e o Estado chileno não se deram conta do quão perigosos são estes grupos’.

Até mesmo o cantor porto-riquenho Ricky Martin, via Twitter, comentou o ataque que resultou na morte de Zamudio.

‘Chega de ódio e de discriminação. Espero que se faça justiça já. Muita luz para Daniel e toda sua família. #fuerzadanielzamudio’, escreveu o astro.

Por sua vez, o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, anunciou que o governo pôs em caráter de urgência o projeto de lei contra a discriminação aprovado pelo Senado e que está em trâmite na Câmara dos Deputados. EFE

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