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Homem se declara culpado de ensinar a fazer bombas por telefone nos EUA

Nascido no Paquistão, Tayyab Tahir Ismail confessou passar instruções sobre como montar explosivos para simpatizantes do extremismo islâmico

Por EFE - Atualizado em 1 mar 2019, 02h14 - Publicado em 1 mar 2019, 01h50

Tayyab Tahir Ismail se declarou culpado, nesta quinta-feira 28, de oferecer instruções para fabricar bombas a simpatizantes do extremismo islâmico por meio de plataformas de telefonia celular, segundo informou a Promotoria do Distrito Sul da Flórida, nos Estados Unidos.

Nascido no Paquistão e com cidadania americana, Tahir Ismail, de 33 anos, será sentenciado no próximo dia 23 de maio pelo juiz de distrito K. Michael Moore.

O criminoso confesso enfrenta uma sentença máxima de 20 anos na prisão, mais cinco cinco anos de liberdade supervisionada e uma multa de até 250.000 dólares.

Segundo o relatório policial, o paquistanês-americano, que foi detido em 2018 em Pembroke Pines, no condado de Broward, ofereceu pelo menos cinco vezes instruções para fabricar bombas através de uma plataforma de telefonia celular a seguidores de grupos como o jihadista Estado Islâmico.

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O paquistanês obtinha informação através da internet e a enviava por telefone celular a várias plataformas que simpatizam com o terrorismo, segundo o FBI (polícia federal americana), que o investigava desde 2010.

Nesse ano, Tahir Ismail proferiu ameaças contra um refúgio de desemparados e se autoproclamou um “soldado da Al Qaeda”.

O relatório detalha que Tahir Ismail foi um colaborador próximo de James Gonzalo Medina, que foi sentenciado em 2017 a 25 anos de prisão por tentar usar uma arma de destruição em massa em uma sinagoga em Aventura, ao norte de Miami.

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