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Homem que matou freiras italianas é preso no Burundi

Segundo a polícia, homem confessou ter cometido crime brutal em convento

Por Da Redação - 9 set 2014, 19h18

A polícia do Burundi afirmou nesta terça-feira ter prendido o assassino de três feiras italianas em um convento de Kamenge, na periferia da capital Bujumbura. Segundo os policiais, ele foi encontrado com o celular de uma das vítimas, a chave do convento e uma pedra suja de sangue, usada para agredir uma das vítimas. O homem foi identificado como Christian Claude Butoyi, de 33 anos de idade, informou o jornal italiano Corriere della Sera. “Ele confessou sem nenhum arrependimento que estuprou e matou as freiras”, disse o coronel Helmegilde Harimenshi, porta-voz da polícia do Burundi.

O motivo alegado pelo assassino, segundo a polícia, foi a descoberta de que o convento havia sido construído em um terreno que pertencia à sua família. O homem será submetido a exames psiquiátricos para avaliar sua condição mental. Os investigadores acreditam que ele agiu sozinho e dizem que, depois de matar as freiras Olga Raschietti, de 82 anos, e Lucia Pulici, de 75 anos, ele roubou as chaves do convento e o celular de uma das vítimas. Mais tarde voltou ao local e decapitou a freira Bernadetta Boggian, de 79 anos. As autoridades reiteraram que as vítimas também foram estupradas, informação que inicialmente havia sido negada por pessoas próximas às missionárias.

Enterro – As vítimas serão enterradas em um cemitério de Bukavu, na República Democrática do Congo, onde elas trabalharam antes de ir para o Burundi, conforme desejo expresso em vida. Em uma audiência no Senado italiano, a ministra das Relações Exteriores, Federica Mogherini, pediu à comunidade internacional que “não finja que nada aconteceu”, pois os “ataques contra cristãos em muitas partes do mundo estão se tornando um fenômeno dramático”.

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