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Homem que atirou em jornal também atacou banco e tomou refém em Paris

Polícia francesa afirma que os três episódios estão ligados; atirador também teria disparado em rede de TV na semana passada.

Por Da Redação
18 nov 2013, 17h43

A polícia de Paris afirmou na tarde desta segunda-feira que o homem que efetuou disparos dentro da sede do jornal Liberátion também atacou uma agência bancária e depois tomou um motorista refém, que foi obrigado a circular pelas ruas da capital francesa e foi libertado no fim da tarde. Todos os episódios ocorreram em um espaço de pouco mais de duas horas.

O atirador ainda não foi capturado. Ele é descrito como um homem branco, de 30 a 45 anos e com 1,70 m a 1,80 m.

A motivação dos ataques ainda não foi determinada pela polícia. Ao comentar o caso, as autoridades relacionaram o suspeito a um ataque ocorrido na sede de um canal de TV em Paris na sexta-feira passada. Na ocasião, um homem entrou na sede do canal de notícia BFM-TV e fez sucessivos disparos com a escopeta calibre 12 na recepção, além de ameaçar um editor do canal. Ninguém ficou ferido.

O ataque desta segunda-feira foi efetuado com uma arma do mesmo tipo. O primeiro episódio ocorreu por volta de 10h15 local (7h15 no horário de Brasília), quando o atirador entrou na sede do jornal esquerdista Liberátion, no 3.º arrondissement. O atirador efetuou vários disparos, ferindo gravemente um fotógrafo, que foi baleado no peito e no abdômen. Ele deixou o local em seguida. A ação, segundo o jornal, “durou alguns segundos”.

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Pouco menos de duas horas depois, foram registrados tiros em frente a um prédio do banco Société Générale no bairro de La Defense, a doze quilômetros da sede do jornal. Não houve registro de feridos.

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Logo depois, o mesmo homem teria obrigado um carro a parar na região de Nanterre, próximo de La Defense. Em seguida, ele apontou uma arma para o motorista e o obrigou a dirigir pela avenida Champs-Élysées, a via mais famosa da capital francesa. Logo depois, o motorista foi deixado perto da estação de metrô George V, localizada perto do Arco do Triunfo. O motorista disse à polícia que o suspeito afirmou carregar granadas.

A série de ataques chegou a ser comentada pelo presidente François Hollande, que está em viagem a Israel. Em uma rápida declaração, o presidente disse que “a prioridade é deter o indivíduo que tentou matar e pode tentar matar novamente”.

Enquanto isso, o fotografo baleado, que não identificado, continua em estado grave. Segundo o jornal Le Figaro, o homem de 23 anos, passou por um cirurgia de seis horas. Era seu primeiro dia de trabalho como freelancer para o jornal.

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