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Homem que alega ser da Al-Qaeda faz reféns em banco de Toulouse

Por Eric Cabanis - 20 jun 2012, 11h53

Um homem que disse pertencer à Al-Qaeda, mas que pode ser portador problemas psiquiátricos, sequestrou nesta quarta-feira quatro pessoas em um banco de Toulouse (sul da França), cenário em março dos ataques do jihadista francês Mohamed Merah.

Dois reféns, duas mulheres, foram libertadas após algumas horas e as negociações com o sequestrador prosseguiam para tentar obter a saída dos outros dois.

“A único mensagem que queremos transmitir, porque é um elemento importante para o final favorável deste assunto, é que o sequestrador, que foi identificado, afirmou que não atua em absoluto por dinheiro e que suas motivações respondem a convicções religiosas”, declarou o promotor da cidade, Michel Valet.

O homem entrou no banco às 10H00 locais e fechou a agência com quatro reféns, incluindo o gerente do local.

O sequestrador deu um tiro ao anunciar o sequestro, mas ninguém ficou ferido.

Ele havia solicitado dinheiro aos funcionários, que não o levaram a sério. Em seguida, sacou a arma e anunciou o sequestro. Uma fonte policial informou que o cidadão tem ficha criminal, mas não informou os crimes nem sua identidade.

“Não sabemos se foi um assalto que terminou mal ou uma ação deliberada”, disse uma fonte.

“A hipótese mais provável é que ele seja louco, o que não torna o caso menos perigoso”, comentou outra fonte.

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Outra fonte ligada ao caso afirmou que o homem é esquizofrênico e poderia ser um caso de “interrupção de tratamento”.

A polícia criou um perímetro de segurança ao redor da agência para afastar os curiosos.

Os pais dos alunos de uma escola vizinha ao banco foram chamados para buscar os filhos.

A tomada de reféns acontece a 500 metros do edifício no qual Mohamed Merah ficou entrincheirado, antes de ser morto em uma ação da unidade de elite da polícia francesa.

A cidade de Toulouse foi cenário em março dos ataques de Merah, um jihadista que matou três militares e quatro judeus, incluindo três crianças.

Merah, que alegava ser membro da Al-Qaeda, morreu em 22 de março em uma ação policial.

O caso Merah revelou lacunas da contraespionagem francesa, criticada por não ter vigiado mais de perto um homem que havia viajado ao Paquistão e Afeganistão.

Os ataques de Merah, que comoveram a França, foram comentados em fóruns jihadistas, nos quais algumas pessoas chegaram a defendê-lo, segundo o centro americano de vigilância de sites islamitas (SITE).

Um imã conservador de Toulouse, Abdelfattah Rahhaoui, advertiu em um vídeo os jovens muçulmanos da França que não se deixassem arrastar, como Merah, a ações violentas por uma leitura equivocada do islã e por poucos fanáticos.

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