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Homem insulta e tenta atropelar militares na França

Suspeito de dirigir o carro e uma mulher foram presos; ninguém se feriu

Por AFP - 29 mar 2018, 16h21

Um homem, acompanhado de uma mulher, avançou com seu carro contra militares nesta quinta-feira no sudeste da França, menos de uma semana após um atentado jihadista no sudoeste do país. Nenhum militar ficou ferido.

A tentativa de atropelamento aconteceu perto do quartel de Varces-Allières-et-Risset, uma localidade próxima de Grenoble (cerca de 570 quilômetro de Paris). Um homem que estava acompanhado por uma mulher insultou membros da 27ª Brigada de Infantaria de Montanha. O incidente ocorreu por volta das 8h45 (horário local, 3h45 em Brasília).

Duas detenções foram efetuadas poucas horas depois. A polícia nacional anunciou no Twitter a detenção de um indivíduo em Grenoble, informando que estudava o caso para saber se ele era o condutor do veículo e se o ataque teve motivações terroristas.

Segundo uma fonte próxima à investigação, o homem estava com três outras pessoas no veículo procurado, em estado de embriaguez e dormindo no assento do carona, mas não correspondia à descrição do agressor feita pelos militares. “Ele ameaçou verbalmente seis ou sete militares que estavam correndo. Insultou um segundo grupo de militares que estava de saída para a corrida e depois fugiu”, disse o coronel Benoît Brulon, porta-voz do exército.

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O homem avançou com o carro na direção dos militares, que conseguiram escapar do atropelamento se protegendo atrás de outro carro. De acordo com fontes próximas ao caso, a mulher que o acompanhava foi detida em sua residência e buscas estavam sendo realizadas no bairro onde o veículo foi encontrado.

O carro, um Peugeot 208 segundo o Exército, tinha placa falsa, que não correspondia ao modelo do veículo, segundo o Ministério Público, que abriu uma investigação por tentativa de homicídio.

O incidente ocorre em um contexto de ameaça terrorista na França, menos de uma semana após o ataque jihadista no sudoeste do país que fez quatro mortos, incluindo Arnaud Beltrame, um oficial da gendarmeria que trocou de lugar com uma mulher feita refém.

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