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Homem confessa autoria de atentado em escola na Itália

Explosão em colégio na cidade de Brindisi matou uma estudante em 19 de maio

Por Da Redação 7 jun 2012, 01h48

A polícia italiana prendeu na noite desta quarta-feira um homem de 68 anos, que confessou ser o responsável pelo atentado que no dia 19 de maio causou a morte de uma estudante de 16 em uma escola na cidade de Brindisi, provocando comoção em todo o país.

No ataque, uma bomba artesanal construída com três bujões de gás explodiu momentos antes do início das aulas, matando a jovem Melissa Bassi e ferindo gravemente outros cinco alunos.

O suspeito, Giovanni Vantaggiato, é proprietário de um posto de gasolina na cidade de Copertino, na província de Lecce. Em seu depoimento, que durou várias horas, ele teria dito que seu alvo não era o Instituto Morvillo Falcone, mas o Palácio da Justiça, situado a cerca de 200 metros da escola. No depoimento, ele afirmou que queria se vingar por não ter recuperado o dinheiro perdido num processo por fraude.

Vantaggiato foi localizado pela polícia italiana graças a imagens das câmeras de vigilância, que filmaram seu carro no local do atentado. Nos primeiros interrogatórios, o suspeito caiu em contradição diversas vezes, aumentando a desconfiança dos investigadores.

Máfia – No início das investigações, as autoridades italianas suspeitaram do envolvimento da máfia na explosão, já que a escola de Brindisi leva o nome de Francesca Morvillo, mulher do célebre juiz Giovanni Falcone, que nos anos 80 e início dos 90 lutou contra o crime organizado e acabou assassinado – ao lado de Francesca – em um atentando a bomba no ano de 1992. Mais tarde, contudo, a polícia concluiu que o ataque deveria ser obra de um terrorista solitário.

(Com agências EFE e France-Presse)

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