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Hollande afirma a Aung San Suu Kyi que França apoiará transição birmanesa

O presidente francês, François Hollande, manifestou nesta terça-feira o seu apoio à transição democrática em Mianmar, ao receber em Paris a líder opositora Aung San Suu Kyi, que aproveitou para pedir às empresas ocidentais que invistam em seu país para reforçar a democracia.

A Prêmio Nobel da Paz chegou à tarde em Paris em um trem procedente de Londres. Pouco depois, foi recebida no Palácio do Eliseu, com direito a tapete vermelho, uma honra normalmente reservada aos chefes de Estado.

Após o seu encontro com o presidente, a defensora dos direitos civis birmanesa concedeu uma entrevista coletiva à imprensa ao lado de Hollande, que afirmou que a França “apoiará todos os atores da transição democrática em Mianmar, e fará todo o possível com (…) a União Europeia para que este processo seja concluído, ou seja, para que haja uma democracia plena”.

O chefe de Estado indicou que está disposto a receber na França o presidente birmanês, o ex-general Thein Sein, “se quiser vir”.

A opositora birmanesa afirmou que acredita que o presidente de seu país é “sincero” em sua vontade de democratizar a nação asiática, e manifestou a sua vontade de “vigiar para que este processo (de democratização) não descarrile”.

Aung San Suu Kyi aproveitou para instar novamente as empresas ocidentais a investir em seu país para “reforçar os fundamentos da democracia”.

“Precisamos da democracia tanto como de desenvolvimento econômico (…) O desenvolvimento econômico não pode ser um substituto da democracia; deve ser empregado para reforçar os fundamentos da democracia, o desenvolvimento político, social e econômico de nosso país”, declarou à imprensa.

Com esta visita de Aung San Suu Kyi, última etapa de sua viagem europeia, a França quer manifestar seu apoio e também a disponibilidade de suas empresas para participar da reconstrução do país, depois de décadas de ditadura militar.