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Hillary pede que ONU aja para pôr fim à violência na Síria

Secretária de Estado pressiona Conselho de Segurança por resolução

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu nesta segunda-feira às Nações Unidas que ajam para pôr fim à onda de violência na Síria, na véspera da reunião do Conselho de Segurança que discutirá, nesta terça-feira, a adoção de um resolução contra o regime do ditador Bashar Assad.

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Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 5.000 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.
  3. • Tentando escapar dos confrontos, milhares de sírios cruzaram a fronteira e foram buscar refúgio na vizinha Turquia.

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“Os Estados Unidos condenam nos termos mais firmes a escalada dos ataques violentos e brutais praticados pelo regime sírio contra seu próprio povo”, declarou Hillary em um comunicado. “O Conselho de Segurança deve agir a fim de fazer que o regime sírio saiba com clareza que a comunidade internacional considera essas ações uma ameaça à paz e à segurança”.

Hillary confirmou que irá à reunião do Conselho de Segurança em Nova York, onde devem se reunir ministros das Relações Exteriores ocidentais, entre eles o francês Alain Juppé e o britânico William Hague, que pressionam fortemente o principal órgão da ONU para adotar uma posição que condene o regime sírio.

Os países ocidentais querem que seja adotado um projeto de resolução que exija a saída de Assad do poder, mas a Rússia, que possui direito de veto, reafirmou nesta segunda-feira a sua oposição a esse projeto. Para Hillary Clinton, o Conselho de Segurança deve “enviar uma mensagem clara de apoio ao povo sírio para dizer: estamos com vocês”.

“Durante os últimos dias, assistimos a uma intensificação das operações sírias de manutenção da ordem em todo o país, provocando a morte de centenas de civis”, declarou Hillary. “O governo bombardeou áreas civis com obuses de morteiro e disparos de tanques, e derrubou prédios inteiros com seus ocupantes”, afirmou a chefe da diplomacia americana. “A violência deve parar para que um período de transição democrática possa ter início”.

(Com agência France-Presse)