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Hillary encontra Mursi para superar tensão após protestos

Na reunião, secretária de Estado dos EUA garantiu a ajuda financeira ao Egito

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se encontrou com o presidente do Egito, Mohamed Mursi, na segunda-feira, em Nova York, e assegurou sua vontade de prosseguir com a ajuda econômica e militar ao país africano, apesar dos violentos protestos antiamericanos que irromperam nas ruas do Cairo nas últimas semanas. A conversa de uma hora no hotel onde Mursi está hospedado para participar da Assembleia Geral da ONU foi o primeiro encontro entre EUA e Egito depois das manifestações contra o filme que ridiculariza Maomé.

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Tensão dissipada – Uma funcionária que estava presente contou para a agência de notícias EFE que o encontro dissipou a tensão entre os dois países após a invasão parcial da embaixada dos Estados Unidos no Cairo durante os protestos antiamericanos no país. Na ocasião, manifestantes arrancaram e queimaram bandeiras dos Estados Unidos, mas nenhum diplomata ficou ferido. “Nas primeiras horas, a resposta do Egito pode ter sido um pouco lenta, mas depois garantiram uma segurança muito profissional e eficiente de nossos diplomatas”, disse ela. Após o início dos protestos, Mursi foi muito criticado nos Estados Unidos por sua demora em condenar os atos.

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Ajuda – Na reunião, o presidente garantiu a Hillary que proteger a embaixada americana e seus diplomatas é um dever do governo egípcio. Por sua parte, a chefe da diplomacia americana reafirmou o compromisso dos EUA com a ajuda financeira ao Egito, em um momento em que o governo de Obama finaliza os preparativos para destinar 1 bilhão de dólares para aliviar a dívida pública egípcia. O Egito é o segundo país – atrás somente de Israel – que mais recebe ajuda militar americana: 1,3 bilhão de dólares por ano anual. Além disso, Washington destina mais US$ 250 milhões em assistência econômica a Cairo.

A dupla falou ainda sobre a segurança na Península do Sinai, onde o Egito faz fronteira com a Faixa de Gaza. Desde a queda do ditador Hosni Mubarak, a região viveum vácuo de poder e abriga cada vez mais terroristas islâmicos. Segundo a funcionária ouvida pela EFE, Hillary ressaltou a “importância de manter os canais de informação abertos com os vizinhos”, em referência a Israel.

(Com agência EFE)