Hillary elogia Brasil como sócio responsável mas quer mais cooperação

Por Paul J. Richards - 9 abr 2012, 12h06

O Brasil é um sócio responsável dos Estados Unidos na arena internacional, mas a cooperação entre os dois países deve aumentar inevitavelmente, declarou nesta segunda-feira a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

O próprio crescimento econômico e estratégico apresenta desafios ao Brasil, que só pode resolvê-los com a ajuda de outras nações como os Estados Unidos, destacou a chefe da diplomacia americana ao abrir o primeiro dia da visita oficial da presidente Dilma Rousseff.

“O Brasil é um sócio responsável”, disse Hillary Clinton na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, em uma cerimônia ao lado do chanceler brasileiro, Antonio Patriota.

“Crescentemente, o que o Brasil faz tem impacto na segurança e na estabilidade mundiais”, completou.

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“Nossa região e o mundo enfrentam desafios complexos e precisamos do Brasil para resolvê-los”.

“E, paralelamente, o Brasil tem desafios complexos por seu poder crescente, que só pode resolver com a ajuda de outras nações, como os Estados Unidos”, disse.

O presidente Barack Obama recebe pela primeira vez Dilma Rousseff na Casa Branca nesta segunda-feira para uma reunião na qual abordarão basicamente temas comerciais e de cooperação, mas o protagonismo do Brasil no G20 (grupo de países ricos e emergentes) e o papel da nação na América Latina também dominarão a agenda.

Estados Unidos e Brasil registraram divergências a respeito do programa nuclear do Irã ou da política para Cuba que afetaram a relação bilateral durante anos.

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“Todos estes fatos apontam para a mesma conclusão: nossos países devem ser sócios”, insistiu Hillary Clinton.

“Não estaremos sempre de acordo, mas na medida em que possamos enfrentar nossas diferenças construtivamente, nossa relação crescerá e nossos povos se beneficiarão”.

Estados Unidos e Brasil são as duas maiores democracias da região, lembrou a secretária de Estado.

“E porque somos democracias, somos especialmente obrigados a dar o exemplo”, explicou.

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Todos os presidentes da região, com exceção de Cuba, estão convocados para a VI Cúpula das Américas, que acontecerá no próximo fim de semana em Cartagena de Indias (Colômbia).

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