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Havana critica lista dos EUA que aponta Cuba como patrocinadora de terrorismo

Por Adalberto Roque 20 ago 2011, 12h10

O governo cubano exigiu que os Estados Unidos, a quem considera sem autoridade moral para certificar condutas, julgue os verdadeiros terroristas ao criticar neste sábado o relatório do Departamento de Estado que inclui a ilha cubana entre os países patrocinadores do terrorismo.

Cuba, que não reconhece em Washington “a menor autoridade moral nem direito algum de julgá-la, exige que o governo dos Estados Unidos castigue os verdadeiros terroristas que hoje residem em território americano”, afirma uma declaração da chancelaria cubana, publicada na imprensa local.

Segundo o informe divulgado na véspera, os Estados Unidos mantiveram Cuba em sua lista de países patrocinadores do terrorismo.

“O governo de Cuba foi designado como Estado patrocinador do terrorismo em 1982 e, embora tenha se manifestado publicamente contra o terrorismo e seu financiamento em 2010, não houve evidência de que tenha cortado seus laços” com grupos considerados terroristas por Washington, ressaltou o informe.

Os Estados considerados patrocinadores do terrorismo não podem receber ajuda econômica dos Estados Unidos nem gozar de benefícios comerciais ou tratados financeiros, entre outras proibições.

Havana não cortou suas ligações com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e, segundo recentes informações da imprensa, ex-membros da organização separatista armada basca ETA “continuam vivendo em Cuba”, indicou o relatório.

Cuba “não colaborou com iniciativas antiterroristas nem participou de operações globais ou regionais contra o terrorismo”, ressaltou o texto, que avaliou a situação do terrorismo no mundo em 2010.

A lista negra é integrada, além de Cuba, por Irã, Síria e Sudão.

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