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Hamas pede fim de escalada de violência com Israel

Gaza, 12 dez (EFE).- O movimento islâmico Hamas, que controla Gaza, pediu nesta segunda-feira o fim definitivo da recente escalada de violência com Israel, enquanto foi verificada uma visível redução das hostilidades iniciadas na última quinta-feira.

‘É necessário restaurar a calma e deter todo tipo de agressão contra nosso povo’, disse o ministro das Relações Exteriores do governo islâmico na faixa, Mohammed Awad, em entrevista coletiva concedida na capital.

Awad revelou que o Executivo do Hamas mantém contatos em diferentes níveis com mediadores internacionais, entre eles o Egito e a ONU, para ‘fazer chegar a mensagem de que, para restaurar a calma, é preciso que cessem as agressões’.

O Hamas não reconhece o Estado de Israel, que por sua vez considera a organização islâmica terrorista, motivo pelo qual ambos só mantêm contatos através de terceiros.

‘Pedimos à comunidade internacional, principalmente àqueles países que têm vínculos com Israel, que se envolvam e detenham a agressão israelense e pedimos ao nosso povo que mantenha a unidade e restaure a calma para impedir uma agressão (israelense) de grande escala’, acrescentou.

As declarações de Awad acontecem em um contexto de relaxamento da escalada de violência iniciada na última quinta-feira em decorrência do ‘assassinato seletivo’ por parte de Israel de dois milicianos em plena cidade de Gaza.

Israel argumenta que dispunha de informações de que os dois milicianos planejavam um atentado e por isso executou aquele que foi seu primeiro bombardeio no interior da cidade desde a operação militar Chumbo Fundido, há três anos.

Desde quinta-feira, o Exército israelense matou em Gaza outros dois palestinos (civis) e feriu mais de 30, enquanto as milícias da faixa dispararam contra o território israelense cerca de 20 foguetes e bombas, sem causar vítimas.

Nas últimas 24 horas, Israel não bombardeou a faixa, como fez em todos os dias anteriores, e os grupos armados palestinos lançaram apenas dois foguetes, o número mais baixo desde quinta-feira, informou à Agência Efe a polícia israelense. EFE