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Hamas e Fatah iniciam diálogo para formar o novo governo

Esse governo de unidade deve organizar eleições em um prazo de seis meses

Por Da Redação 29 Maio 2012, 16h09

As principais facções palestinas, a nacionalista Fatah (que governa a Cisjordânia) e a islamita Hamas (que controla Gaza), iniciaram nesta terça-feira negociações para formar um governo de unidade que organize eleições em um prazo de seis meses, informaram fontes oficiais em Ramallah. “As delegações dos dois partidos tiveram hoje sua primeira reunião no Cairo e continuarão se reunindo nos próximos dias até chegarem a um acordo”, explicou uma fonte da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

O diálogo começou um dia após o Hamas permitir a volta do funcionamento dos escritórios da Comissão Eleitoral Central palestina em Gaza. Os islamitas impediam o trabalho da comissão desde o início dos confrontos com o Fatah, após a tomada do poder na faixa em junho de 2007. “Os representantes do Fatah e Hamas levaram ao Cairo listas com os nomes das pessoas que defendem uma formação do governo. Eles terão que concordar com uma lista definitiva em breve, mas pode ser que não a alcancem nos dez dias estipulados e necessitem de mais tempo”, disse um alto cargo, que não quis ser identificado.

Segundo a fonte, entre os obstáculos está a insistência do Hamas de que algum de seus membros seja nomeado vice-presidente, condição que o Fatah rejeita. A facção nacionalista, liderada pelo presidente, Mahmoud Abbas, também nega o pedido do Hamas de que pessoas designadas pelo grupo comandem alguns dos principais ministérios.

Pacto – Se não houver atrasos, Abbas deve anunciar a formação do executivo em 6 de junho. Abbas e o líder do Hamas no exílio, Khaled Meshaal, assinaram um acordo de reconciliação em maio de 2011 no Cairo, reiterado em fevereiro em Doha, mas a situação no terreno permaneceu estagnada até agora sem novos avanços rumo à unidade.

Segundo o pacto, as facções teriam que criar um governo de unidade que organizasse pleitos gerais e presidenciais nos territórios palestinos antes do maio. A formação desse executivo de transição deverá pôr fim daqui a seis meses à divisão política e à ausência de legitimidade das principais instituições palestinas.

O Parlamento palestino permanece inativo há cinco anos, enquanto o Executivo está divido em dois governos diferentes (em Gaza e Cisjordânia), e Abbas exerce a Presidência – embora seu mandato tenha expirado há mais de três anos. As últimas eleições palestinas, em 2006, levaram ao poder o Hamas, mas houve um boicote da comunidade internacional ao governo eleito. Nas novas presidenciais, Abbas ganhou após o Hamas se abster de apresentar a um candidato.

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(Com agência EFE)

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