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Haiti inicia dois dias de homenagens às vítimas do terremoto

Um ano após tragédia, vácuo político e surto de cólera dificultam reconstrução

Por Da Redação 11 jan 2011, 17h13

O Haiti iniciou, nesta terça-feira, dois dias de homenagens aos mais de 220.000 mortos no terremoto em 12 de janeiro de 2010. A tragédia completa um ano, na próxima quarta-feira, mas muito pouco se avançou na reconstrução do país nos último 12 meses. Entre os principais entraves, um vácuo político, deixado por um processo eleitoral que ainda se arrasta; a passagem de um furacão; e um surto de cólera, que segue como uma grande ameaça, segundo novas denúncias de oficiais da área de saúde e de organizações não governamentais.

Autoridades iniciaram a cerimônia pelo aniversário do terremoto com um tributo às vítimas diante de uma vala comum na periferia da capital, Porto Príncipe. Uma missa também deve ser realizada nesta terça, no local onde ficava uma catedral. O ex-presidente americano Bill Clinton, enviado especial da ONU para o Haiti, deve participar dos eventos.

A epidemia – Nesta terça-feira, autoridades de saúde e ONGs voltaram a dizer que o cólera ainda é uma grande ameaça no Haiti, onde 1 milhão de pessoas continuam vivendo em acampamentos.

Segundo a Cruz Vermelha, há temor de que a epidemia continue avançando. Já a porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS), Fadela Chaib, disse que o surto ainda não alcançou seu pico, apesar de já ter provocado pelo menos 3.651 mortes desde outubro do ano passado. Ela informou que o pior estágio da doença, que já contaminou 170.000 pessoas, será superado quando a taxa de mortalidade, baixar de 2,2% para menos de 1%.

O secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Michel Jarraud, ressaltou que o Haiti precisa de US$ 10 milhões para melhorar seus sistemas de prognósticos e alertas.

O terremoto – Às 16h53 horas do dia 12 de janeiro de 2010, um terremoto de 7,3 graus na escala Richter sacudiu o Haiti por 35 segundos. O epicentro do tremor -considerado o mais forte no país em 200 anos – foi próximo à cidade de Léogâne, 17 quilômetros a sudoeste de Porto Príncipe. O abalo destruiu 80% da cidade e danificou seriamente a capital e sua região metropolitana.

De acordo com o governo haitiano, o impacto do terremoto em uma nação onde o índice de pobreza era extremamente elevado foi devastador. Cerca de 1,5 milhão de pessoas – 15% da população – foram diretamente afetadas. Mais de 220.000 perderam suas vidas e 300.000 ficaram feridas. Milhares de habitantes precisaram de ajuda psicológica e aproximadamente 1,3 milhão foram deslocadas para abrigos provisórios nos arredores da capital.

(Com agência France-Presse)

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