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Hague: Al-Qaeda tem cada vez menos importância

A Al-Qaeda está atualmente mais fraca do que em qualquer outro momento depois do 11 de Setembro, e a “Primavera Árabe” mostrou que a organização tem “cada vez menos importância para o futuro”, declarou neste domingo o chefe da diplomacia britânica, William Hague.

“Na década que se seguiu aos atentados de 2001 nos Estados Unidos, os terroristas conseguiram apenas assassinar inocentes, frequentemente entre aqueles que eles pretendiam representar”, disse Hague em ocasião do décimo aniversário do 11 de Setembro.

“A Al-Qaeda está hoje mais fraca do que em qualquer momento da década que se seguiu ao 11 de Setembro, e os progressos políticos realizados graças às manifestações pacíficas no Oriente Médio e na África do Norte mostraram que a organização tem cada vez menos importância para o futuro”, considerou o ministro britânico das Relações Exteriores.

O grupo terrorista islamita, autor dos atentados de 11 de setembro, esteve ausente das manifestações populares que foram organizadas este ano no mundo árabe e que levaram à queda dos presidentes egípcio e tunisiano.

“A expressão das verdadeiras aspirações das pessoas no mundo muçulmano não foi vista no Marco Zero em 2001, mas nas praças e nas ruas do Oriente Médio e da África do Norte este ano”, disse Hague.

“Enquanto nos lembramos das vítimas do 11 de Setembro, permanecemos firmes com nossos aliados e mantemos uma vigilância incansável contra as ameaças futuras. Olhamos para o futuro com confiança em nossos valores e com fé na natureza humana”, declarou.

Lembrando as vítimas dos atentados terroristas da última década, incluindo as 52 pessoas mortas nos atentados de Londres em 2005, Hague afirmou que esses acontecimentos reforçaram a necessidade de paz.

“Esses atentados só reforçaram a união da comunidade internacional e encorajaram aqueles que querem mudanças por meios pacíficos, não pela violência bárbara”, considerou Hague.