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Guiné-Bissau se defenderá diante de eventual força da ONU

A Guiné-Bissau “defenderá sua integridade territorial” se a ONU decidir enviar a este país uma “força de interposição”, advertiu nesta sexta-feira o porta-voz da junta que tomou o poder através de um golpe de Estado no dia 12 de abril.

“Guiné-Bissau não aceitará uma força de interposição porque a situação não a exige. Se enviarem esta força, (o país) defenderá sua integridade territorial”, disse o tenente-coronel Daba na Walna durante uma coletiva de imprensa.

A comunidade de países de língua portuguesa pediu ao Conselho de Segurança da ONU o envio de uma força com mandato para “restabelecer a ordem constitucional” no país.

No entanto, o porta-voz da junta considerou que “uma força de interposição significa a existência de beligerantes. Este não é o caso”.

Na noite de quinta-feira, o chanceler de Portugal, Paulo Portas, havia afirmado que “chegou o momento de dizer ‘não’ ao domínio das armas sobre as urnas” na Guiné-Bissau, uma ex-colônia portuguesa que neste mês sofreu o quarto golpe militar em menos de 15 anos.

O golpe ocorreu pouco mais de duas semanas antes do segundo turno das eleições presidenciais, nas quais Carlos Gomes Júnior era o grande favorito. Gomes Júnior foi preso pelos golpistas, assim como o ex-presidente interino Raimundo Pereira.