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Guerra na Ucrânia supera 2 milhões de baixas militares e expõe desgaste russo

Levantamento estima que Moscou perdeu 1,4 milhão de militares desde 2022; Kiev soma entre 525 mil e 625 mil baixas

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 jul 2026, 18h33
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A guerra entre Rússia e Ucrânia ultrapassou a marca de 2 milhões de militares mortos ou feridos desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, segundo um estudo divulgado na quarta-feira, 1º, pelo Center for Strategic and International Studies (CSIS), sediado em Washington. O levantamento aponta que a maior parte das perdas foi registrada do lado russo, evidenciando o alto custo humano de um conflito que entra em seu quinto ano.

De acordo com a pesquisa, as forças de Moscou acumularam cerca de 1,4 milhão de baixas, das quais aproximadamente 450 mil correspondem a soldados mortos. Já a Ucrânia teria registrado entre 525 mil e 625 mil baixas, incluindo de 125 mil a 150 mil mortos.

Os autores do estudo ressaltam que os números devem ser tratados como estimativas, já que a Rússia é acusada de subnotificar suas perdas e o governo ucraniano não divulga oficialmente o balanço de mortos e feridos. Para chegar às projeções, os pesquisadores utilizaram dados de inteligência dos Estados Unidos, do Reino Unido e de outras fontes independentes.

Avanço russo perde força

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Além das perdas humanas, o relatório conclui que a campanha militar russa atravessa seu momento mais difícil desde o início da invasão. Segundo o CSIS, Moscou perdeu mais território do que conquistou nos meses de abril e maio deste ano, registrando um saldo negativo de aproximadamente 400 quilômetros quadrados — as primeiras perdas territoriais líquidas desde agosto de 2024.

Os pesquisadores afirmam que o ritmo do avanço russo desacelerou significativamente. Em algumas áreas da linha de frente, as tropas passaram a conquistar menos de 50 metros por dia, enquanto a Ucrânia conseguiu recuperar terreno em fevereiro durante operações ofensivas no sul do país.

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Outro fator apontado como favorável aos ucranianos foi a interrupção temporária do uso do sistema de internet via satélite Starlink por tropas russas, após uma decisão inesperada do empresário Elon Musk. Segundo o estudo, a medida reduziu, ainda que por pouco tempo, a intensidade dos ataques com drones e facilitou a movimentação das forças de Kiev.

Mesmo diante do elevado número de baixas, a Rússia conseguiu manter seu efetivo graças a uma série de medidas adotadas pelo presidente Vladimir Putin. Entre elas estão o primeiro recrutamento obrigatório em larga escala desde a Segunda Guerra Mundial, incentivos financeiros para novos soldados e o alistamento de condenados e pessoas endividadas em troca de benefícios judiciais.

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O relatório também destaca o envio de mais de 10 mil soldados norte-coreanos entre 2024 e 2025 para ajudar Moscou na retomada da região de Kursk, parcialmente ocupada por forças ucranianas.

Ainda assim, o estudo estima que, em 2026, a Rússia esteja sofrendo entre 30 mil e 34 mil baixas por mês, número superior à capacidade de reposição, calculada em cerca de 27 mil novos recrutas mensais.

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Drones ucranianos 

Os pesquisadores afirmam que a guerra também passou a afetar diretamente o território russo. Ataques ucranianos com drones e mísseis se tornaram mais frequentes e atingiram cidades russas, incluindo Moscou.

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No mês passado, a Ucrânia promoveu seu maior ataque com drones contra a capital russa desde o início da guerra. Nesta semana, novas ofensivas atingiram Moscou e a Crimeia, península anexada pela Rússia em 2014.

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