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Guerra do Iraque é vista como um erro por postulantes à Casa Branca

Doze anos após uma campanha militar caríssima e que tirou a vida de milhares de americanos, republicanos e democratas hoje concordam que a guerra foi um equívoco

Por Da Redação
Atualizado em 5 jun 2024, 03h22 - Publicado em 18 Maio 2015, 08h52

Passados doze anos, os políticos dos Estados Unidos chegaram a um consenso sobre a Guerra do Iraque: ela foi um erro. Os principais candidatos que tentam um lugar na corrida presidencial em ambos os partidos têm dito que a guerra que matou quase 4.500 americanos e mais de 30.000 iraquianos não deveria ter sido travada. Economicamente, a campanha militar também é considerada um fiasco: em quase 9 anos, a guerra custou 3 trilhões de dólares (9 trilhões de reais) aos cofres americanos, segundo o prêmio Nobel de economia Joseph Stiglitz. Pesquisas mostram que a maioria do público já julga que a guerra foi um erro. Com o tempo, também os políticos republicanos passaram a considerar que a ausência de armas de destruição em massa prejudicou a incondicional defesa do ex-presidente George W. Bush para justificar a guerra.

Não tem sido uma mudança fácil para nomes como a democrata Hillary Clinton, atual favorita para ser a candidata por seu partido. Ela votou a favor da guerra em 2002, quando era senadora. Aquele voto e sua recusa em repudiá-lo contribuíram para a sua derrota para Barack Obama em 2008 nas primárias. Obama não estava no Senado em 2002, mas havia se oposto à guerra. Em seu livro de memórias, Clinton escreveu que votou com base nas informações disponíveis na época, mas admitiu que “entendeu errado, simples assim”.

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O que parece ser uma dura verdade para que uma nação admita tem sido a coisa mais fácil de ser repetida por políticos, até mesmo pelo irmão de Bush. O fato de que Jeb Bush, provável candidato republicano em 2016, sofreu pressões na última semana para rejeitar a guerra de seu irmão é “uma indicação de que ele tem entendimento de que a realidade com que trabalhamos agora é a de que a campanha no Iraque foi um erro”, diz Evan Cornog, historiador e decano da escola de Comunicação da Hofstra University.

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Os problemas de Jeb Bush começaram no início da semana quando a Fox News transmitiu uma entrevista na qual ele disse que, sabendo o que se sabe hoje, também teria iniciado a guerra que seu irmão começou. Ao longo dos dias, ele foi forçado a corrigir sua declaração, dizendo que entendeu a pergunta errado e que não teria iniciado a guerra tendo as informações que tem hoje. Chegando a um jantar republicano em Iowa na noite de sábado, ele admitiu: “respondi errado, todos cometemos erros”. Nas palavras de outro potencial candidato Republicano, Rick Santorum, “todos agora aceitam isso”.

Santorum nem sempre viu as coisas dessa forma. Ele votou a favor da invasão quando era senador e continuou a apoiá-la por anos. Semana passada, ele satirizou a relutância de Jeb Bush em aceitar o que agora parece ser uma resposta óbvia. “Não consigo ver como isso pode ser uma pergunta difícil”, disse.

(Da redação)

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