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Guerra civil já obrigou 2 milhões de sírios a fugirem do país

País é hoje a nação com maior número de refugiados em todo o mundo, segundo a ONU. Pelo menos 5 000 pessoas deixam o país todos os dias

Por Da Redação 3 set 2013, 07h33

Passa de 2 milhões o total de sírios obrigados a deixar o país em decorrência da guerra civil que assola a Síria desde 2011, informou nesta terça-feira a Organização das Nações Unidas (ONU). Metade dos refugiados é menor de idade, segundo o levantamento. O conflito na Síria já matou 100 000 pessoas.

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Apenas 118 000 crianças refugiadas conseguiram seguir recebendo algum tipo de educação – e somente um quinto qualquer tipo de aconselhamento. Agências humanitárias já classificam esta como uma “geração perdida”, que terá grandes dificuldades em reconstruir a Síria no futuro, segundo a rede britânica BBC.

De acordo com Antonio Guterres, chefe do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), aproximadamente 5 000 pessoas deixam a Síria por dia. Apenas nos últimos 12 meses, Guterres estima que saíram 1,8 milhão de pessoas do território sírio.

Ao número de refugiados, soma-se o de deslocados à força dentro do território sírio por causa da guerra: 4,25 milhões de pessoas, segundo a ONU. Entre os refugiados, 97% buscou segurança em algum dos países vizinhos, como a Jordânia, Líbano, Iraque e Turquia, segundo as estatísticas apresentadas pelo Acnur.

A enviada especial da ONU, Angelina Jolie, disse que “alguns países vizinhos podem chegar a um colapso caso a situação continue a deteriorar no ritmo atual”. Pelo menos 700 000 sírios fugiram para o Líbano. Agora, a Síria é o país com mais refugiados do que qualquer outra nacionalidade, segundo o Acnur.

“A Síria se transformou na grande tragédia deste século, uma calamidade humanitária indigna, com um sofrimento e deslocamento de povoações sem precedentes na história recente”, declarou Guterres, segundo o qual o único consolo diante desta situação catastrófica é “a humanidade e fraternidade que mostram os países vizinhos recebendo tantos refugiados e salvando suas vidas”.

Em relação à sobrecarga que a imigração está impondo aos países vizinhos – incluindo a econômica -, o Acnur anunciou que altos responsáveis do Iraque, Líbia e Turquia participarão de uma reunião ministerial na quarta-feira em Genebra para buscar “acelerar” o apoio internacional, já que as agências de socorro que trabalham neste país receberam menos da metade das contribuições exigidas.

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