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Guaidó anuncia retorno à Venezuela e convoca manifestações contra Maduro

Presidente chavista já afirmou que seu opositor responderá na Justiça assim que chegar em Caracas

Por Da redação - 2 mar 2019, 23h16

O líder da Assembleia Nacional da Venezuela e autoproclamado presidente do país, Juan Guaidó, anunciou neste sábado, 2, que deve voltar a Caracas entre segunda e terça-feira da próxima semana.

Em visita ao Equador, Guaidó ainda convocou manifestações contra o regime de Nicolás Maduro para quando retornar.

“Anuncio meu regresso do Equador, país irmão, que hoje também reinicia relações produtivas entre nossos povos, para enfrentar não apenas a crise migratória, mas também o flagelo da corrupção”, disse, após se reunir com o presidente equatoriano, Lenín Moreno.

Ele também pediu ao povo venezuelano que tome as ruas “na segunda e terça-feira, apesar de também ser carnaval na Venezuela”, considerando que “hoje temos pouco para comemorar e muito para fazer, por isso vamos pedir protestos nesses dias. Sempre dentro da Constituição”.

Guaidó chegou hoje ao Equador, sua última parada de uma excursão que o levou a vários países do continente e teve uma audiência com o presidente Moreno, na Base Naval de Salinas, na província de Santa Elena.

Depois da reunião privada, os dois líderes visitaram o calçadão da cidade, onde Guaidó foi aplaudido por numerosos membros da comunidade venezuelana que gritavam “liberdade, liberdade!”.

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No dia 23 de janeiro, Guaidó se autoproclamou presidente encarregado da Venezuela, ao considerar que Nicolás Maduro usurpa o cargo e teve o reconhecimento de 50 países.

Na última semana ele visitou o Brasil, Colômbia, Paraguai e Argentina, onde foi recebido com honras de chefes de estado.

O venezuelano saiu da Venezuela na sexta-feira passada, 22 de fevereiro, para acompanhar a tentativa de entrada de ajuda humanitária no país pela fronteira com a Colômbia.

Desde então, muito se discute se conseguirá retornar ao seu país, já que Maduro ordenou o fechamento das fronteiras da Venezuela com a Colômbia e com o Brasil. Além disso, o chavista já afirmou que seu opositor responderá na Justiça assim que chegar em Caracas.

Guaidó é investigado pelo procurador-geral chavista Tarek William Saab por suas ações contra “a paz, a economia e o patrimônio” da Venezuela. Como parte do processo, ele foi submetido a medidas cautelares, entre elas a proibição de deixar o país.

Em seu discurso em Brasília, contudo, o venezuelano garantiu que pretende voltar a Caracas até segunda-feira, 4, apesar das ameaças de Maduro.

(Com EFE)

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