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Grupo ligado ao Estado Islâmico reivindica atentado na Tunísia

Um homem-bomba detonou explosivos dentro de um ônibus nesta terça-feira, deixando 12 guardas presidenciais mortos

Um grupo terrorista da Tunísia ligado ao Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta quarta-feira a autoria do atentado suicida que provocou a morte de 12 guardas presidenciais no centro de Túnis, capital do país, nesta terça-feira. Em comunicado divulgado no Twitter, a filial tunisiana do EI afirma que um homem, apresentado em uma fotografia e identificado como Abu Abdallah al Tunisi “detonou um colete explosivo em um ônibus na avenida Mohamad V para castigar os infiéis da Tunísia”.

“Não haverá segurança neste país nem cessarão nossas ações até que a Tunísia se submeta à sharia (lei islâmica). Alá é quem vence, embora muita gente não saiba”, diz o breve comunicado, que inclui a foto do jovem terrorista usando um colete de explosivos.

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Após o atentado, o presidente tunisiano, Béji Caïd Essebsi, declarou estado de emergência no país e toque de recolher na região metropolitana de Túnis. Autoridades de segurança chegaram a cogitar que um explosivo tivesse sido acoplado na parte de baixo do ônibus ou que uma mochila contendo uma bomba tivesse sido abandonada na estrada. No entanto, nesta terça-feira a presidência da Tunísia confirmou que o ataque foi realizado por um suicida, cujo corpo foi encontrado junto com o das 12 vítimas.

As forças de segurança da Tunísia combatem desde 2011 grupos insurgentes locais, que se refugiam na região de Kaserin, uma área montanhosa de difícil acesso e próxima à fronteira com a Líbia. Esse é o terceiro atentado terrorista no país em 2015. Em março, homens armados entraram ao Museu Bardo, o maior do país, localizado na capital Túnis, e mataram 22 estrangeiros. Três meses depois, em junho, um terrorista ligado ao EI matou 38 turistas em um resort na praia mediterrânea de Sousse. O ataque desta terça-feira revela uma mudança de estratégia dos jihadistas, que até então tiveram como alvos turistas e estrangeiros.

(Da redação)