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Grupo de encapuzados queima casas em zona de conflito no Chile

Por Da Redação 8 jan 2012, 19h18

(Atualiza com novos dados).

Santiago do Chile, 8 jan (EFE).- Um grupo de encapuzados queimou neste domingo várias instalações de uma propriedade rural na região chilena de Araucanía, área do chamado conflito mapuche, enquanto as forças policiais realizaram operações que deixaram dois feridos à bala, segundo denunciaram os indígenas.

No primeiro incidente ocorrido nas últimas horas, cinco encapuzados que estariam armados invadiram a propriedade de um funcionário aposentado do Exército, em Pidima, 600 quilômetros ao sul de Santiago.

Ali ameaçaram sua esposa e o capataz e incendiaram duas casas e dois galpões. Quando os policiais chegaram ao local, houve troca de tiros, mas ninguém foi preso ou saiu ferido, segundo confirmou à Efe um porta-voz policial.

Membros de organizações não-governamentais e correspondentes de imprensa na região garantiram que posteriormente a Polícia realizou operações em várias comunidades indígenas, embora fontes oficiais consultadas pela Agência Efe tenham negado essas informações.

Além disso, segundo assinalou em comunicado a organização Observatório Cidadão, duas pessoas ficaram feridas à bala durante operações realizadas na comunidade Cacique José Guiñón, e uma mulher grávida sofreu complicações ao inalar esses gases.

Nessa mesma área, a casa da irmã de um reconhecido representante mapuche, José Santos Millao, foi completamente destruída por outro incêndio, de origem desconhecida, segundo informou a ‘Televisión Nacional de Chile’.

O fogo teria começado enquanto a família estava no velório de um dos sete brigadistas mortos na quinta-feira passada em um incêndio nessa região, acidente que o Governo vinculou a uma organização radical mapuche.

Os mapuches, que estão reduzidos atualmente a cerca de 600 mil membros e sofrem altos níveis de pobreza, se concentram em Araucanía, onde enfrentam desde os anos 1990 empresas agrícolas e florestais pela propriedade de terras que consideram ancestrais. EFE

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