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Grupo de encapuzados queima casas em zona de conflito no Chile

Por Da Redação 8 jan 2012, 13h44

Santiago do Chile, 8 jan (EFE).- Um grupo de encapuzados queimou neste domingo várias instalações de uma propriedade rural na região chilena de Araucanía, área do chamado conflito mapuche.

Membros de organizações não-governamentais e correspondentes de imprensa na região garantiram que posteriormente a Polícia realizou operações em várias comunidades indígenas, embora fontes oficiais consultadas pela Agência Efe tenham negado essas informações.

Além disso, nessa mesma área, a casa da irmã de um reconhecido representante mapuche, José Santos Millao, foi completamente destruída por outro incêndio, de origem desconhecida, segundo informou a ‘Televisión Nacional de Chile’.

Os incidentes aconteceram durante o luto oficial decretado pelo Governo pela morte de sete brigadistas, falecidos na quinta-feira enquanto combatiam um incêndio nessa região e cujos funerais foram realizados hoje.

No total, as chamas, que já foram controladas, queimaram mais de quatro mil hectares apenas em Araucanía.

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O Executivo acredita que alguns desses incêndios são intencionais e apontou uma organização radical mapuche como possível responsável, embora ontem tenha evitado insistir nessa hipótese.

No primeiro incidente ocorrido nas últimas horas, cinco encapuzados que estariam armados invadiram a propriedade de um funcionário aposentado do Exército, em Pidima, 600 quilômetros ao sul de Santiago.

Ali ameaçaram sua esposa e o capataz e incendiaram duas casas e dois galpões. Quando os policiais chegaram ao local, houve troca de tiros, mas ninguém foi preso ou saiu ferido, segundo confirmou à Efe um porta-voz policial.

Porém, José Venturelli, membro da Comissão Ética contra a Tortura, afirmou à Efe que os policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo e vários mapuches foram feridos por disparos na comunidade de Chequenko, também em Pidima.

Os mapuches, que estão reduzidos atualmente a cerca de 600 mil membros e sofrem altos níveis de pobreza, se concentram em Araucanía, onde enfrentam desde os anos 1990 empresas agrícolas e florestais pela propriedade de terras que consideram ancestrais. EFE

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