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Grupo de 152 brasileiros é liberado da Venezuela e retorna para o Brasil

São homens e mulheres que estavam fazendo turismo no Monte Roraima, além de pessoas que estavam abrigadas no consulado brasileiro em Santa Elena

Depois de dias detidos na Venezuela e impedidos de cruzar a fronteira com o com o Brasil, um grupo de 152 pessoas foi liberado para voltar a Pacaraima, cidade do norte de Roraima, por volta das 20h15, horário local.

São homens e mulheres que estavam fazendo turismo no Monte Roraima, além de moradores e pessoas que estavam abrigadas no consulado brasileiro em Santa Elena, cidade venezuelana mais próxima do Brasil. Cerca de 30 veículos cruzaram a fronteira.

A negociação para liberação do grupo durou todo o dia e foi intermediada pelo vice-cônsul do Brasil em Santa Elena, Ewerton Oliveira, junto ao governo da Venezuela.

Ewerton Oliveira, vice-cônsul do Brasil em Santa Elena Ewerton Oliveira, vice-cônsul do Brasil em Santa Elena

Ewerton Oliveira, vice-cônsul do Brasil em Santa Elena (Rodrigo Sales/VEJA)

De acordo com Oliveira, 20 caminhoneiros vão regressar ao brasil nesta quarta-feira. O vice-cônsul explicou que as negociações foram feitas com generais venezuelanos em Santa Elena. “Houve momentos de tensão. Temos crianças, bebês recém-nascidos. Não entro no mérito se a demora nas negociações é absurda. Até certo ponto, é normal. A fronteira está fechada, esse era o argumento deles para não deixar os brasileiros voltarem”, disse.

O Exército levou os 152 brasileiros para um posto de triagem, onde foi servido um lanche para o grupo. Elisângela Carvalho, de 30 anos, trouxe duas amigas para o Brasil. O filho de uma delas está doente: “Eles tentaram várias vezes cruzar a fronteira e não conseguiram. Lá em Santa Elena não tem nada para as crianças. A situação é horrível, muito ruim mesmo”, afirmou.

Mais cedo, pelo menos 13 brasileiros foram autorizados pelo governo venezuelano a retornar ao Brasil por Pacaraima, em Roraima, na fronteira entre os dois países, que está fechada desde a quinta feira, 21. Elas estavam retidas na cidade de Puerto Ordaz, a 800 quilômetros do Brasil. Elas fazem parte de um grupo de 100 brasileiros que está preso na Venezuela sem poder regressar ao Brasil.

O grupo é formado por 7 mulheres e 2 homens que passaram por cirurgias variadas recentemente, entre operações plástica, bariátricas, e de problemas na vesícula e de visão. Os outros brasileiros eram acompanhantes dos operados.