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Greve geral na Espanha bloqueia mercados, paralisa serviços e corta sinal de emissoras de televisão

Sindicatos protestam contra as reformas trabalhistas do governo de Zapatero

Por Da Redação 29 set 2010, 04h56

A jornada de greve geral convocada na Espanha pelos principais sindicatos contra a reforma das leis trabalhistas promovida pelo governo começou nesta terça-feira com o bloqueio dos grandes mercados e várias paradas em setores industriais e de serviços.

Segundo as fontes sindicais, os piquetes de grevistas bloquearam o acesso dos caminhões aos grandes mercados das principais cidades da Espanha, entre elas Madri, Barcelona, Sevilla e Valencia.

Em Mercamadrid, um dos maiores mercados de abastecimento do país, um piquete integrado por umas 600 pessoas paralisou a entrada dos caminhões. Em Barcelona, os piquetes formaram barricadas com pneus em chamas para impedir o acesso das transportadoras.

Sobre o segmento da greve, os sindicatos asseguram que a paralisação é total nas grandes fábricas do setor metalúrgico e nas principais obras de infraestrutura no turno da noite.

Fontes sindicais asseguram que a maioria dos trabalhadores do turno da noite das principais fábricas de automóveis segue a greve geral, e que a atividade está paralisada.

O sindicato assegurou também que os serviços de limpeza pública de todas as capitais das províncias também estão paralisados desde as 23h hs de terça-feira, e a ‘imensa maioria’ dos trabalhadores se juntaram à greve geral.

Segundo o governo, três ônibus urbanos foram apedrejados na cidade de Valencia, leste da Espanha e a província de Almeria, no sul, está sem comboios de longa distância.

No metro de Madri, circularam 95% dos trens, respeitando o tráfego de um dia de trabalho normal.

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No caso dos ônibus públicos da capital espanhola, segundo a empresa que administra este serviço, foram cumprido os serviços mínimos, de 20 por cento, e as 24 linhas de ônibus noturnas, foram iniciadas sua atividade com normalidade.

Sobre os meios de comunicação, as televisões regionais, como a Telemadrid, suspenderam o seu sinal pouco depois da meia-noite e outras como a TV3, em Catalunha, e Canal Sul, em Andalucia, sofreram cortes de sua programação, que será alterada durante toda a jornada de greve.

Todos os jornais editados em Madri saíram às ruas com um número de páginas muito reduzido. Assim, El País e La Razón só tiveram 32 das 40 páginas do diário El Mundo e as 48 do ABC.

Assim mesmo, a distribuição das primeiras edições da imprensa escrita experimentaram complicações durante as primeiras horas da greve geral.

Em Madri, uma mulher que formava parte de um piquete de grevistas foi atropelada por um furgão nas primeiras horas da noite, na saída de uma distribuidora de vários jornais.

Em Ciudad Real, no sul de Madri, outra pessoa ficou ferida quando ia entregar um panfleto ao condutor de um furgão e em Barcelona outra sofreu ferimentos quando estava em um supermercado da cidade.

A greve geral, convocada pelos sindicatos Comissões Obreiras (CCOO) e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), é a sétima que acontece na Espanha desde que o país retomou o sistema democrático em 1977.

(com Agência EFE)

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