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Greenpeace divulga fotos da prisão de ativistas na Rússia

Brasileira está entre os acusados de pirataria. Grupo foi detido durante protesto contra exploração de petróleo

Depois que a justiça da Rússia acusou formalmente ativistas do Greenpeace de pirataria, a organização divulgou imagens do dia em que trinta pessoas foram presas em uma embarcação quando protestavam contra a exploração de petróleo no Ártico. Entre os acusados está a bióloga brasileira Ana Paula Maciel, de 31 anos. Ela aparece em uma das fotos, com os braços levantados.

O crime de pirataria prevê pena de até quinze anos de prisão na Rússia. O Greenpeace nega as acusações e alega que o protesto era pacífico. No site da organização, o diretor-executivo, Kumi Naidoo, pediu que as pessoas olhem as fotos e “decidam se os ativistas pacíficos, com os braços levantados e sob a mira de armas, podem de algum modo ser descritos como piratas”.

Ele considerou a acusação “desproporcional” e disse que o grupo “não será intimidado”. “A acusação de pirataria está sendo lançada contra homens e mulheres cujo único crime é ter consciência. Isso é ultrajante e representa nada menos do que um ataque ao direito fundamental de protesto pacífico”.

Entre os detidos estão ativistas, tripulantes e jornalistas que acompanhavam a ação contra a plataforma da Gazprom – controlada pelo estado. Além da brasileira, há pessoas procedentes de Rússia, Estados Unidos, Argentina, Grã-Bretanha, Canadá, Itália, Ucrânia, Nova Zelândia, Holanda, Dinamarca, Austrália, República Tcheca, Polônia, Turquia, Dinamarca, Finlândia, Suécia e França.

O primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, disse que a preocupação com o meio ambiente não justifica a violação da lei. “Essa preocupação não deve servir de pretexto para ações ilegais, não importa o quão importante sejam os princípios que motivam os participantes”.

Na última semana, uma corte de Murmansk, no norte do país, ordenou que o grupo permaneça detido por um período de dois meses, enquanto as investigações são realizadas.

Itamaraty – Nesta terça, o Ministério das Relações Exteriores divulgou um comunicado dizendo que está “acompanhando com atenção” o caso da detenção da brasileira e que a embaixada em Moscou mantém contato permanente com o advogado de defesa de Ana Paula, o Greenpeace e embaixadas de outros países envolvidos no caso.