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Grécia vive 2ª greve geral do ano contra cortes do governo

Transportes públicos fazem revezamento para população poder ir a protestos

Por Da Redação 1 Maio 2013, 06h37

A Grécia vive nesta quarta-feira a sua segunda greve geral do ano em protesto pelos cortes promovidos pelo governo em nome da austeridade para superar a crise econômica que atinge o país. A primeira paralisação de 24 horas ocorreu em 20 de fevereiro. A convocação feita desta vez pelos principais sindicatos aproveita o fato de feriado do Dia do Trabalho ter sido transferido para a próxima semana para coincidir com a Páscoa ortodoxa – e o país ganhar um dia útil. Às 11 horas locais (5 horas em Brasília) começou uma manifestação na Praça de Klathmonos, no centro de Atenas, convocada pelos dois sindicatos majoritários, o ADEY, do setor público, e o GSEE, do privado.

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Os transportes públicos estão tendo várias interrupções, mas não acontece uma paralisação total no trânsito, já que os ônibus vão funcionar entre 9 horas e 21 horas, somando-se à greve apenas após esse período. Desta forma, o sindicato do setor pretende facilitar a participação popular nas manifestações.

O metrô, o trem e os trólebus, por outro lado, farão o contrário para complementar a oferta de transporte e permanecerão fora de operação até as 21 horas. Todo o transporte marítimo está paralisado desde a meia-noite e as embarcações seguirão amarradas no porto até quinta-feira. O tráfego aéreo, por outro lado, não aderiu à greve e funciona normalmente.

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A greve acontece apenas três dias depois de o Parlamento aprovar as novas medidas de austeridade estipuladas entre o governo dirigido pelo conservador Antonis Samaras e a chamada troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional).

Esse novo plano de ajuste, condição para a Grécia receber a próxima parcela do resgate financeiro, contempla a demissão de 14.000 funcionários públicos até o fim de 2014, entre outras medidas. Além disso, inclui uma nova redução do salário mínimo, que passará de 580 euros para 490 – no caso dos maiores de 25 anos – e para 427 euros para os mais novos.

(Com agência EFE)

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