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Grafiteiro cubano é preso por comemorar morte de Fidel

A coragem do artista é admirável. Em 2014, ele escreveu os nomes Raúl e Fidel na pele de dois porcos e foi preso antes de soltá-los

Assim que soube da morte de Fidel Castro, Danilo Maldonado saiu e escreveu “se foi” em uma parede perto do hotel Habana Libre, o antigo Hilton, de onde Fidel comandou a revolução nos primeiros anos. Ao lado, colocou seu nome artístico: “El Sexto”. Em seguida, foi preso.

El Sexto escolheu esse nome em uma referência aos cinco espiões cubanos que foram condenados pela Justiça nos Estados Unidos e depois, soltos com a reaproximação feita por Barack Obama. Durante anos, o quinteto foi elevado à condição de heróis nacionais pelo regime castrista e por alguns ingênuos úteis no resto do mundo. A ousadia de Maldonado foi desafiar a todos e se autoproclamar “El Sexto”. Nos seus grafites, ele ainda imitava a assinatura de Fidel Castro. No final da linha, inseria uma estrela.

O dissidente também estampava seu próprio rosto nas imagens que faz nos prédios de Havana, o que obviamente só lhe trouxe problemas.

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A coragem de El Sexto é admirável. Em 2014, ele escreveu os nomes Raúl e Fidel na pele de dois porcos. Colocou os bichos no porta-malas do carro e, quando estava indo a um parque para soltá-los, um policial o parou. Passou dez meses no cárcere. Detalhe interessante: os animais, que poderiam ser usados como prova para condená-lo, acabaram sendo comidos pelos burocratas cubanos.

Entre os grafites que El Sexto fez por Havana está um que traz uma imagem de uma líder do movimento Damas de Blanco, que luta pela soltura dos presos políticos. “Laura Pollán Presente”, diz a mensagem.

El Sexto segue, assim, a mesma trajetória de outros artistas que, a cada nova prisão, ficaram mais maduros e tornaram suas obras mais políticas e mais aguerridas. Outro exemplo na mesma linha seria o do grupo de punk rock “Porno para Ricardo”. A banda, contudo, já não consegue se apresentar na ilha. A polícia de Estado não deixa que divulguem ou realizem shows.

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Pela internet, outros dissidentes têm feito campanha pedindo a libertação do artista. Com o luto por Fidel, contudo, o Partido Comunista está ainda mais inseguro e as chances de El Sexto ganhar a liberdade são pequenas.

Grafite de El Sexto nas ruas de Havana, em Cuba Grafite de El Sexto nas ruas de Havana, em Cuba

Grafite de El Sexto nas ruas de Havana, em Cuba (Duda Teixeira/VEJA.com)

Comentários

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  1. Democrata Cristão

    E não fique triste com a morte do genocida pra ver o que acontece! Isso foi um caso leve. Nestes países onde habita a essência da maldade que é o Socialismo/Comunismo é sempre assim. Lembra do choro coletivo imposto pela morte de Kim Jong-Il? Está aqui: Choro coletivo após anúncio da morte de Kim Jong-Il (youtube).

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  2. Aloisio Barros

    E por acaso alguém aqui tem esperança que aquilo lá mude? Vai levar muito tempo até a lavagem cerebral passar e os que o idolatram morrerem e vierem novas gerações. Esses esquerdinhas que hoje existem, vivem no atraso mas não dão o braço a torcer. Povo burro não tem jeito mesmo. Só não aceito reclamação, vivem assim porque querem.

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  3. Napoleao Gomes

    Socialismo não suporta adversários, não tem argumentos, então eles prendem e/ou matam!

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  4. Carlos Marques

    “Havana Libre”… é de uma ironia extraordinária…

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  5. Carlos Marques

    Ei, estagiários da Veja e globonius: entrevistam seus coleguinhas do jornal “Gramna”, o único autorizado a ser publicado na democrática Ilha, e investiguem como é o cotidiano de seus coleguinhas, em uma Ditadura Totalitária… Como é a “pauta”, “reportagem”, “revisão”…. E aí, moçada!?!

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  6. claudio ferreira

    hahahaha, e se um grafiteiro escrever “viva Fidel” em Little Havana em Miami irão aplaudi-lo pela livre manifestação?

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  7. marcos mouta

    Esse assassino ditador e canalha Fidel a essa hora a sua alma já está no inferno aonde passará toda a eternidade lamentando com choro e ranger de dentes ter assassinado quem pensava diferente e ter aprisionado um povo.

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