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Grã-Bretanha suspeita que bomba tenha provocado queda do avião russo

O primeiro-ministro David Cameron suspendeu os voos do resort Sharm el-Sheikh para a Inglaterra. Grupo terrorista Estado Islâmico voltou a reivindicar a derrubada da aeronave

Por Da Redação - 4 nov 2015, 15h42

Uma bomba dentro do avião pode ter causado a queda do Airbus A321 da companhia aérea russa Metrojet no Egito no sábado, afirmaram especialistas em segurança britânicos. A suspeita levou o primeiro-ministro britânico David Cameron a suspender temporariamente os voos originários do resort egípcio Sharm el-Sheikh, no Sinai, para a Grã-Bretanha.

O acidente com o avião da Metrojet, que levava turistas russos do resort egípcio para São Petersburgo, caiu cerca de 20 minutos após a decolagem, nas primeiras horas do sábado. Na segunda-feira, um diretor da companhia aérea descartou a possibilidade de falha mecânica ou erro humano. “O avião estava em excelente estado. A única explicação para sua destruição no ar é alguma ação técnica ou física na aeronave”, disse Alexander Smirnov.

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O presidente egípcio, Abdel Fattah Sisi, que está em Londres para uma visita de três dias, afirmou que “levará tempo para esclarecer o incidente”. “Olhe para o voo da Pan-Americana, que caiu na Europa (derrubado por uma bomba em Lockerbie, em 1988), levou anos para descobrir a verdade, as razões do acidente. Não podemos tirar conclusões precipitadas”, afirmou à rede britânica BBC.

As conclusões sobre a causa do acidente poderão ser reveladas após a análise das caixas-pretas, já em poder das autoridades egípcias.

Atentado terrorista – O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) voltou a reivindicar nesta quarta-feira a derrubada do avião russo, afirmando que não é sua responsabilidade comprovar a alegação. A nota foi divulgada no Twitter por meio de mensagem de áudio, sem identificação do autor.

No sábado, o braço egípcio do EI, Província do Sinai, anunciou também no Twitter que “derrubou” o Airbus A321 da companhia russa Metrojet, mas não explicou o método utilizado no ataque. Tanto o Cairo quanto Moscou descartaram a hipótese de terrorismo e trataram o anúncio como mera propaganda.

“Tragam os destroços e procurem, mostrem as caixas pretas e analisem. Digam quais são os resultados de sua investigação”, afirma o suposto membro do EI. “Provem que não derrubamos e como o avião caiu. Nós vamos detalhar como caiu no momento que quisermos”, concluiu o autor da mensagem divulgada hoje.

Além da tragédia aérea que matou 224 pessoas, os jihadistas reivindicaram um atentado suicida cometido nesta quarta com carro-bomba em Al-Arich, no Sinai, que deixou quatro policiais mortos. Segundo os terroristas, o ataque foi cometido por um suicida em represália à “prisão de mulheres beduínas pelas forças apóstatas” na região.

(Da redação)

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