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Grã-Bretanha promete caçar assassinos do Estado Islâmico

Governo de David Cameron diz que vídeo que mostra execução do voluntário britânico David Haines por terroristas é verídico

Por Da Redação 14 set 2014, 11h42

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, afirmou neste domingo que o país vai “caçar” os assassinos do voluntário britânico David Haines, de 44 anos, sequestrado em março de 2013 perto de um campo de refugiados em Atmeh, no norte da Síria. A declaração de Cameron foi feita após uma reunião emergencial para tratar do caso, um dia depois de os terroristas do Estado Islâmico divulgarem vídeo que mostra a decapitação de Haines.

“Este é um crime desprezível e chocante de um trabalhador humanitário inocente”, afirmou Cameron em comunicado. “Faremos tudo em nosso poder para caçar esses assassinos e garantir que enfrentem a Justiça, independente do tempo que isso leve.”

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O premiê britânico não descarta nenhuma opção para combater o EI, com a exceção de combates no solo, mas está recebendo pedidos cada vez maiores de alguns de seus próprios legisladores conservadores e de ex-chefes militares para se unir aos Estados Unidos no lançamento de ataques aéreos. A última tentativa de Cameron de obter apoio do parlamento britânico a ataques aéreos contra a Síria no ano passado fracassou quando os legisladores votaram contra a medida. A Austrália anunciou neste domingo sua participação na coalizão com a mobilização de 600 militares nos Emirados Árabes.

A chancelaria britânica admitiu neste domingo disse que o vídeo tem “todos os sinais” de ser genuíno. As imagens eram compatíveis com as das execuções filmadas de dois jornalistas norte-americanos, James Foley e Steven Sotloff, no mês passado.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, classificou a morte de Haines como um “brutal assassinato”. Obama expressou apoio dos Estados Unidos à Grã-Bretanha e assegurou que trabalharão juntos com uma “ampla coalizão” de nações para “degradar e destruir” o grupo jihadista que representa uma “ameaça para nossos cidadãos”. O presidente anunciou uma extensão da campanha aérea no Iraque, onde serão mobilizados 1.600 militares para apoiar as forças armadas iraquianas com equipamentos, formação e informação.

“Os Estados Unidos condenam nos termos mais fortes o assassinato brutal do cidadão britânico David Haines pelo grupo terrorista. Nossos corações estão com a família de Haines e os cidadãos do Reino Unido”, assinalou Obama. O presidente assegurou que os EUA permanecerão “lado a lado” com a Grã-Bretanha na dor e na determinação”, país ao qual se referiu como um “aliado” e “amigo próximo”.

(Com AFP)

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