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Grã-Bretanha investigará célula da Irmandade Muçulmana em Londres

Premiê quer saber se grupo usa Londres como base para planejar atentados

O primeiro-ministro britânico David Cameron ordenou que as atividades da Irmandade Muçulmana sejam investigadas para determinar se o grupo fundamentalista islâmico está usando Londres como base para planejar atentados. “Queremos enfrentar a narrativa extremista que algumas organizações islâmicas respaldam”, disse o premiê, segundo o jornal The Guardian. “O mais importante sobre a Irmandade Muçulmana é entender o que ela é, o que ela apoia, quais são seus pontos de vista com relação ao extremismo e ao extremismo violento, quais conexões ela tem com outros grupos e qual a sua presença na Grã-Bretanha. Nossas políticas devem seguir este conhecimento”, acrescentou.

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A investigação será coordenada por John Jenkins, embaixador na Arábia Saudita, que deve concluir os trabalhos até julho. Funcionários do governo disseram que é “possível, mas improvável” que a Irmandade seja banida da Grã-Bretanha com base numa lei antiterrorismo. No Egito, o grupo passou a ser considerado uma organização terrorista depois do golpe contra o presidente Mohamed Mursi, membro da Irmandade, em julho do ano passado. A iniciativa britânica surge em meio a pressões do Egito e da Arábia Saudita para que as atividades da Irmandade sejam banidas. Quando o governo saudita também classificou o grupo como terrorista, no mês passado, a resposta do grupo foi emitida a partir de um escritório em Londres.

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“A verdade é que a Irmandade é uma organização muito grande e que assume diferentes formas em diferentes países”, disse um funcionário do governo britânico, em condição de anonimato. Dois órgãos de investigação deverão determinar se a organização esteve por trás de um atentado contra um ônibus no Egito e enumerar quantos membros do grupo entraram na Grã-Bretanha após a destituição de Mursi.