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Governo Trump suspende sanções contra Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela

Líder venezuelana assumiu o comando depois que Washington destituiu Nicolás Maduro em uma operação militar

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 abr 2026, 17h58 | Atualizado em 1 abr 2026, 18h01
Governo Trump suspende sanções contra Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela Priorize VEJA no Google

O governo dos Estados Unidos suspendeu, nesta quarta-feira, 1º, as sanções contra a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu o comando do país depois que Washington destituiu o presidente Nicolás Maduro em uma operação militar.

O nome de Rodríguez foi eliminado da “Lista de Nacionais Especialmente Designados”, segundo uma publicação no site na internet do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro americano.

A lista é elaborada e atualizada regularmente pelo Departamento do Tesouro a partir das atividades de países ou entidades consideradas hostis. Os “nacionais” podem ser tanto indivíduos quanto empresas de outros países, que são proibidos de estabelecer qualquer relação econômica e financeira com empresas americanas.

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Rodríguez, de 56 anos, era vice-presidente e braço direito de Maduro desde 2018. Em setembro daquele ano, entrou na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros.

Desde a captura de Maduro, em janeiro, Donald Trump e Delcy Rodríguez vêm assinando acordos energéticos e minerais que modificam o modelo estatizante aplicado pelo falecido Hugo Chávez. Ela alinhou o governo aos interesses do ocupante do Salão Oval: cedeu a ele o controle do petróleo e reformou a lei petrolífera para abrir o setor ao capital privado, assinando em fevereiro acordos entre a estatal venezuelana PDVSA e a britânica Shell, os primeiros anunciados publicamente sob o amparo da nova regulação. O republicano tem elogiado seu trabalho.

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No início de março, a Casa Branca e o governo venezuelano acordaram restabelecer as relações diplomáticas e consulares. A decisão veio depois dela receber em menos de um mês dois integrantes do gabinete de Trump: o secretário do Interior, Doug Burgum, e o secretário de Energia, Chris Wright.

Em nota, a chancelaria venezuelana indicou que apostava em “uma nova etapa” na relação bilateral “baseada no respeito mútuo”.

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“Esse processo contribuirá para fortalecer o entendimento e abrir oportunidades para uma relação positiva e de benefício compartilhado”, indicou o texto.

Em seguida, o governo americano reduziu de 4 para 3 o grau de periculosidade para os viajantes que visitam a Venezuela, embora mantenha o nível muito elevado na zona fronteiriça com a Colômbia. A mudança foi introduzida para “refletir e atualizar a informação de risco para cidadãos americanos” no país caribenho, explicou o Departamento de Estado. Após a remoção de Maduro, os Estados Unidos consideram que já não há risco de “detenção indevida” ou de “distúrbios”.

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Em meio à reaproximação, a presidente interina também já pediu o fim das sanções americanas aplicadas ao petróleo e outros negócios. Alguns bloqueios econômicos já foram suspensos após a captura de Maduro, que favorecem as atividades petrolíferas e minerais. Em paralelo, Delcy anunciou ainda uma anistia a presos políticos sob pressão de Washington.

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