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Governo nega relação entre morte de policial e eleições

Homem morreu na noite de terça tentando separar uma briga, diz Ministério

Por Da Redação - 23 maio 2012, 11h26

O ministro egípcio do Interior, Mansour El-Essawy, negou nesta quarta-feira que a morte de um policial no Cairo esteja ligada ao primeiro turno das eleições presidenciais do Egito. O Ministério do Interior anunciou em comunicado que o homem foi morto na noite de terça-feira, antes da abertura das urnas, enquanto tentava separar uma briga entre apoiadores de dois candidatos à Presidência.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, egípcios iniciaram, em janeiro, sua série de protestos exigindo a saída do então presidente Hosni Mubarak.
  2. • Durante as manifestações, mais de 800 rebeldes morreram em choques com as forças de segurança de Mubarak que, junto a seus filhos, é acusado de abuso de poder e de premeditar essas mortes.
  3. • Após 18 dias de levante popular, em 11 de fevereiro, o ditador cede à pressão e renuncia ao cargo, deixando Cairo; em seu lugar assumiu a Junta Militar.

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“Os policiais estavam em uma patrulha de rotina em Rod al-Farag quando eles ouviram disparos e foram fazer uma inspeção. Um dos policiais acabou no meio do tiroteio e morreu”, disse uma autoridade policial. Segundo o Ministério do Interior, as eleições estão acontecendo em uma ‘calma atmosfera’ até agora.

Nesta quarta-feira, longas filas de espera começaram a se formar diante dos centros eleitorais antes da abertura de suas portas, às 8h locais (3h de Brasília), protegidos por um grande contingente policial e militar. Mais de 50 milhões de eleitores estão convocados às urnas para eleger entre 12 candidatos – islamitas, laicos, de esquerda ou liberais, partidários da “revolução” ou antigos líderes do regime Mubarak -, 15 meses após a queda do “rais”, “presidente” em árabe.

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Os principais candidatos são o representante da Irmandade Muçulmana Mohamed Mursi, o islamita independente Abdel Moneim Abul Futuh, o último primeiro-ministro de Mubarak, Ahmed Shafiq, o ex-ministro das Relações Exteriores e antigo chefe da Liga Árabe Amr Musa e o nacionalista árabe Hamdin Sabahi.

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