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Governo formado por Renzi obtém voto de confiança final

Novo governo formado pelo jovem político de 39 anos já havia conseguido a aprovação do Senado e, nesta terça, venceu a votação na Câmara

O novo primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, obteve nesta terça-feira o último voto de confiança necessário para aprovação de seu novo governo. Após receber na segunda o aval dos senadores, por 169 votos a 139, o político venceu com facilidade na Câmara dos Deputados. Com apenas uma abstenção, a Casa validou a indicação do premiê e a composição de seu governo por 378 votos a 220.

Apesar de ter vencido com facilidade o voto de confiança, o novo premiê saiu dos dois dias de debates parlamentares com o apoio de uma maioria menor do que a prevista. E ele vai precisar de um forte apoio nas duas Casas se quiser implementar sua ambiciosa agenda e ajudar a terceira maior economia da zona do euro a sair da mais longa recessão desde a Segunda Guerra Mundial.

Em discurso nesta terça-feira, Renzi reiterou que quer pagar integralmente todas as dívidas comerciais do país e esclareceu que pretende reduzir os impostos sobre a folha de pagamentos em até 10 bilhões de euros em um ano. Sua fala nas duas Casas também parecem indicar o abandono das críticas à chanceler da Alemanha, Angela Merkel, ao pacto de estabilidade e aos critérios para o cálculo do déficit. A estratégia de Renzi agora parece ser a de recuperar a credibilidade da Itália

A coalizão formada pelo novo premiê contempla o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, do qual é líder, o Nova Centro Direita (NCD), que reúne dissidentes do partido de Silvio Berlusconi, e outros grupos menores do Parlamento, como a Escolha Cívica (SC) e a União de Centro (UDC). Renzi, no entanto, encontrou resistência por parte dos conservadores do Força Itália, liderado pelo ex-premiê Berlusconi.

(Com agências EFE e Reuters)