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Governo e Farc assinam novo acordo de paz na Colômbia

O acordo original foi rejeitado pela população colombiana em referendo realizado no dia 2 de outubro

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e o líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo ‘Timochenko’ Londoño Echeverri, assinaram nesta quinta-feira um acordo de paz revisado, em uma cerimônia mais sóbria do que na assinatura do primeiro acordo, que foi rejeitado no mês passado em um plebiscito.

Os dois líderes assinaram o acordo em um teatro em Bogotá usando uma caneta feita a partir de uma cápsula de munição.

O novo acordo para terminar com 52 anos de conflito armado foi fechado pouco mais de um mês após o acordo original ser inesperadamente derrotado em referendo, no dia 2 de outubro, por ser muito leniente com os rebeldes. Desta vez, o acordo não será submetido a consulta pública.

O governo e as Farc se encontraram em Cuba durante os quatro últimos anos para terminar o conflito mais longo na região, que deixou mais de 220 mil mortos e deslocou milhões de pessoas.

O líder da oposição e ex-presidente, Álvaro Uribe, encabeçou o movimento para rejeitar o acordo original e queria mudanças mais profundas na nova versão. Ele se mostrou irritado que Santos irá ratificar o novo acordo no Congresso, invés de realizar outra votação, e pede que manifestantes tomem as ruas.

A cerimônia de assinatura marcou uma contagem de seis meses para que os 7 mil membros das Farc abandonassem armas e formassem um partido político.

Apesar do amplo alívio com o final do conflito, muitos entre os moradores da Colômbia, em maioria conservadores, se mostram irritados porque, assim como o acordo original, o novo documento não dá prisão aos líderes da Farc que cometeram crimes como sequestros e massacres e permite que eles montem um partido político.

(Com Reuters)

Comentários

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  1. Veja Esquerdopata

    De novo “acordo da paz”? Parem de usar esse termo. É anistia de terroristas

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  2. Carlos Marques

    É assim que os comunistas agem agora, se não é aprovado no plebiscito é empurrado goela abaixo da população, vide o plebiscito do desarmamento de 2005 no Brasil.

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  3. Bruno Lucena

    Comunista é assim mesmo. Não consegue apoio do povo, depois vai lá e aprova do mesmo jeito.
    Vide estatuto do desarmamento no Brasil.
    Alguém acha que vivemos numa democracia?

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