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Governo da Ucrânia ameaça manifestantes

"A Constituição e as leis do país estão em vigor, ninguém está autorizado a violá-las", afirmou o premiê

Por Da Redação 4 dez 2013, 10h53

O primeiro-ministro ucraniano, Mykola Azarov, avisou nesta quarta-feira que todos os manifestantes que violarem a lei serão punidos. O alerta foi feito depois que ministros precisaram de escolta para chegar a uma reunião em meio a uma tentativa de bloqueio dos ativistas de oposição. A crise na Ucrânia, decorrente da rejeição do governo a um tratado de associação com a União Europeia (UE), já afeta a cambaleante economia local, e um adjunto de Azarov embarcou para Moscou para discutir assuntos como o fornecimento de gás. “A Constituição e as leis do país estão em vigor, ninguém está autorizado a violá-las. Todos os que são culpados de atos ilegais irão responder por eles”, afirmou o primeiro-ministro.

Em Kiev, a tropa de choque da polícia bloqueou as ruas que dão acesso ao gabinete presidencial, confrontando centenas de manifestantes por trás das barreiras metálicas. Na terça-feira, o governo sobreviveu a uma moção de censura no Parlamento, e Azarov pediu desculpas pela brutalidade policial contra os manifestantes. Mas, na reunião ministerial de quarta-feira, o premiê recuperou a firmeza e alertou os manifestantes a não irem longe demais. Segundo ele, o governo vem demonstrando tolerância e disposição ao diálogo durante os protestos, e todas as forças políticas precisam contribuir para evitar uma escalada da tensão. Ontem, em tom de ameaça, o líder a oposição, o boxeador Vitaly Klitschko afirmou que “se o governo não se demitir, o povo vai obrigá-lo a renunciar”.

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O pivô da crise, o presidente Viktor Yanukovych viajou na terça-feira, para a China, deixando para trás um país em crise. A agência estatal de notícias chinesa Xinhua disse que o mandatário ucraniano está em Xian, onde visita o famoso exército de estátuas de barro e uma fábrica de aviões.

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Os mercados internacionais mantiveram a pressão, elevando o custo do seguro da dívida ucraniana contra uma moratória a um nível inédito desde janeiro de 2010. A Ucrânia precisará pagar no ano que vem mais de 17 bilhões de dólares em dívidas e em contas de gás – a Rússia é a principal fornecedora de gás ao país.

A crise expôs novamente o cabo de guerra entre Oriente e Ocidente na antiga república soviética, que oscila entre a esfera da UE e a órbita de Moscou desde a chamada Revolução Laranja (2004 – 2005), que derrubou a ordem política pós-soviética. Na semana passada, Yanukovych, um aliado de Moscou, desistiu de assinar um tratado que garantiria uma maior proximidade com a UE, alegando que o custo para a adaptação da economia ucraniana seria exorbitante. Em vez disso, ele preferiu reforçar a aliança com a Rússia.

(Com agências Reuters e EFE)

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