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Governo argentino suspeita de ‘sabotagem política’ em colisão de trens

O acidente aconteceu neste domingo e deixou mais de 40 feridos. Para o sindicato dos maquinistas, o choque foi causado por uma falha humana ou técnica

Por Da Redação 8 jun 2015, 15h06

O governo argentino e o sindicato de maquinistas divergem sobre as causas do acidente que deixou mais de 40 feridos no domingo. Para o ministro do Interior e Transporte e pré-candidato às eleições presidenciais de outubro, Florencio Randazzo, o choque entre dois trens foi uma “sabotagem contra sua campanha”. O acidente ocorreu na véspera de uma greve de transportes que deve começar à meia-noite desta terça-feira e continuar pelas próximas 24 horas. Por volta das 21h30 de domingo, um trem de passageiros colidiu com uma locomotiva na linha Roca, que une a capital federal com a populosa periferia sul de Buenos Aires, e deixou 40 feridos leves. Um policial sofreu uma fratura no quadril.

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O chefe de Gabinete de Cristina Kirchner, Aníbal Fernández, atribuiu o acidente em sua habitual coletiva de imprensa matutina a uma máfia dentro do grêmio ferroviário. “Aqui há situações que conspiram precisamente contra um governo que trabalhou fortemente para a mudança dos serviços ferroviários para o benefício dos cidadãos”, disse Fernández. Segundo o chefe de ministros, “o trem passou por dois sinais de perigo sem parar e investiu contra uma locomotiva que estava fazendo manobras para se acoplar a outro trem”.

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“Não tenho nenhuma dúvida de que possa ter sido uma sabotagem”, afirmou Randazzo em uma coletiva de imprensa, na qual apresentou “provas” fotográficas e de áudio com advertências ao maquinista para que diminuísse a marcha quando se aproximasse da luz vermelha. Apesar da afirmação do ministro, a equipe de técnicos que investiga as causas do acidente ainda não de manifestou sobre a colisão. Randazzo compete como pré-candidato à Presidência do partido governista Frente para a Vitória (FPV) com o governador de Buenos Aires, Daniel Scioli – a candidatura será definida no dia 9 de agosto nas primárias.

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Segundo o governo, o maquinista ignorou os sinais vermelhos e as indicações da torre de controle que ordenavam que parasse. Porém, o secretário-geral do sindicato de maquinistas ‘La Fraternidad’, Omar Maturano, assegurou hoje que a colisão não foi premeditada e que foi consequência de “uma falha humana ou uma falha técnica”. Disse também que a investigação deve ser feita pela Justiça argentina, não pelo ministro dos Transportes. “Randazzo sempre mente. Não é a primeira vez, sempre mentiu”. afirmou. Os serviços ferroviários argentinos foram estatizados pelo governo de Cristina Kirchner em 2013, e transportam em média 22 milhões de passageiros todo mês.

(Da redação)

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