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Golpistas malineses detêm pelo menos 3 ministros

Por Da Redação 22 mar 2012, 05h24

Bamaco, 22 mar (EFE).- Os militares malineses que derrubaram nesta quarta-feira o Governo de Bamaco detiveram durante esta madrugada pelo menos três ministros, que são mantidos presos no quartel no qual começou o golpe de Estado, enquanto se desconhece o paradeiro do presidente do país, Amadou Toumani Touré.

Uma fonte próxima aos golpistas confirmou que dois dos três ministros detidos são o titular da pasta das Relações Exteriores, Soumeylou Boubeye Maiga, e o da Administração Territorial, Kafougouna Koné.

Ambos se encontram no acampamento de Kati, a 15 quilômetros de Bamaco, onde ontem começou um motim que acabou se tornando um golpe de Estado.

O Governo e todas as instituições malineses ficaram suspensos, segundo anunciou durante a madrugada o porta-voz do principal órgão dos golpistas, o Comitê Nacional pela Recuperação da Democracia e a Restauração do Estado (CNRDRE).

O porta-voz, identificado como Amadou Konaré, comunicou também a suspensão da Constituição e denunciou a incapacidade do Governo de solucionar o conflito tuaregue no norte do país, a ameaça terrorista e a má dotação e preparação do Exército.

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Já o presidente do CNRDRE, o capitão Amadou Haya Sanogo, apelou que a sociedade civil e os partidos políticos produzam ‘uma marcha patriótica para salvar a democracia’.

Testemunhas disseram à Agência Efe que militares entraram em algumas casas de políticos opositores e as destruíram, mas não falaram de detenções.

Além disso, os golpistas decretaram o toque de recolher e pediram calma às forças da ordem.

Os dois comunicados emitidos pela televisão estatal, que foi tomada ontem pelos militares amotinados, são divulgados continuamente pela cadeia.

Ainda são ouvidos disparos em alguns bairros da cidade, como pôde constatar a Efe, mas sua origem é desconhecida, já que muitos golpistas se deslocam em veículos abertos e disparam para o alto de vez em quando.

Segundo uma fonte próxima aos golpistas, unidades da Polícia se uniram aos golpistas, que asseguraram não pretender ‘usurpar o poder’. EFE

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