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Golpistas dissolvem instituições e decretam toque de recolher no Mali

Por Habibou Kouyate 22 mar 2012, 07h08

A junta militar que tomou o poder no Mali anunciou que deu fim ao “regime incompetente” instalado em Bamaco e anunciou a dissolução de todas as instituições, assim como a suspensão da Constituição e um toque recolher, em um anúncio feito por rádio e televisão.

O tenente Amadou Konare, porta-voz dos golpistas, afirmou que os militares atuaram diante da incapacidade do regime do presidente Amadou Toumani Touré para administrar crise na região norte do país, ante uma rebelião tuaregue e as atividades de grupos islamitas armados desde meados de janeiro.

O tenente Konare, cercado por uma dezena de militares, falava em nome da junta que tomou o poder, o Comitê Nacional para a Recuperação da Democracia e a Restauração do Estado (CNRDRE).

Pouco depois, o capitão Amadou Sanogo, presidente do CNRDRE, anunciou um toque de recolher a partir desta quinta-feira.

A União Europeia (UE) condenou o golpe de Estado e pediu a volta da ordem constitucional.

“Condenamos o golpe de Estado militar e a suspensão da Constituição. É necessário restaurar as normas constitucionais o mais rápido possível”, afirmou Michael Mann, porta-voz da chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton.

O ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, pediu o restabelecimento da ordem constitucional no Mali e defendeu a convocação de eleições o mais rápido possível.

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