Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Ginasta apontada como namorada de Putin vai comandar império de comunicação

Alina Kabayeva, de 31 anos, e Vladimir Putin, de 61, manteriam um romance secreto há mais de dez anos. O grupo de comunicação é pró-Kremlin, claro

A ex-campeã olímpica de ginástica rítmica Alina Kabayeva, de 31 anos, vai dirigir a mais importante empresa de comunicação da Rússia, o Grupo Nacional de Mídia, pró-Kremlin, é claro. Para assumir o cargo, ela abandonará a função de deputada na Duma.

Alina já dirigia o conselho de supervisão do grupo desde 2008, ano de fundação do conglomerado que tem como um dos proprietários Yuri Kovalchuk, aliado do presidente Vladimir Putin e alvo de sanções dos Estados Unidos em reação à tomada da Crimeia e à influência russa na crise no leste da Ucrânia. Ela vai substituir na presidência do Conselho de Diretores Kiril Kovalchuk, membro da família de Yuri.

Leia mais:

EUA aprovam sanções contra o maior banco da Rússia

Otan: Rússia ainda tem 1.000 soldados na Ucrânia

O grupo de comunicação controla importantes redes de TV, tem 25% de participação no Canal Um, o de maior audiência no país, e também comanda dois jornais impressos e uma emissora de rádio. Também tem participações em estúdios de cinema.

Medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, Alina foi eleita para o Parlamento pela primeira vez em 2008 e reeleita em 2011 pelo partido de Putin, o Rússia Unida. O Kremlin sempre negou os boatos sobre um caso amoroso entre o presidente de 61 anos e a ex-ginasta, que tem um filho de pai não identificado. Os rumores intensificaram-se depois de Putin ter anunciado, no ano passado, seu divórcio da mulher Lyudmila, depois de trinta anos de casamento. O romance com Alina, filha de pai tártaro e mãe russa, seria mantido há mais de uma década.

Leia também:

Casal Putin aparece em público – para anunciar a separação

Em 2008, um pequeno jornal, Moskovski Korrespondent, publicou uma reportagem afirmando que Putin planejava se casar com a ex-ginasta. A resposta foi que “não havia um pingo de verdade na história”. O jornal, comandado por um crítico do governo russo, foi fechado dias depois da publicação do texto, sob a justificativa oficial de que problemas econômicos forçaram o encerramento das atividades.

(Com agência Reuters)