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George Clooney, ONU e Google se unem para apoiar vigilância no Sudão

A ideia é reduzir o risco de violência e violação de direitos humanos

Por Da Redação 29 dez 2010, 06h46

Um grupo criado pelo ator americano George Clooney uniu-se à Organização das Nações Unidas e à gigante da internet Google para vigiar com satélites o território do Sudão. O grupo de Clooney, “Not On Our Watch”, financia a fase inicial de um projeto chamado “Satellite Sentinel Project”, cujo objetivo será obter imagens em tempo real para combiná-las com dados obtidos por outras organizações, incluindo uma iniciativa humanitária da Universidade de Harvard.

O projeto, que será lançado oficialmente nesta quarta-feira, ajudará a detectar movimentos de tropas e civis e outros indícios de possíveis conflitos na região. Os satélites comerciais irão vigiar o norte e o sul do país, fotografando toda grande movimentação de população. “Queremos avisar possíveis responsáveis por genocídio e outros crimes de guerra que estamos observando, que o mundo está observando a região”, disse Clooney.

Segundo os organizadores, um programa das Nações Unidas e do Google posteriormente publicará os resultados de suas operações de vigilância eletrônica na internet.

A ideia é reduzir o risco de violência e violação de direitos humanos, nas vésperas do referendo de 9 de janeiro. Nessa data, os cidadãos do sul, de maioria animista e cristã, terão que decidir se continuarão unidos aos muçulmanos do norte ou se preferem ter um estado independente, que seria o primeiro criado na África desde a independência da Eritreia, em 1993.

O grupo formado por Clooney e outras estrelas de Hollywood, incluindo Brad Pitt e Matt Damon, financiou durante seis meses o projeto de satélite e também reuniu fundos para ajudar os deslocados da devastada região de Darfur, ao oeste do país. O ator disse recentemente à revista Time que a ideia de criar o grupo lhe ocorreu há três meses, quando viajou ao Sudão para se reunir com refugiados da última guerra civil do país.

(Com EFE)

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