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Garota que matou a mãe a facadas após ver vídeos do Estado Islâmico vai para a cadeia

Lisa Borch ficou obcecada pelo grupo e pretendia ir à Síria lutar ao lado dos jihadistas. Ela foi condenada a 9 anos de prisão pelo crime

Por Da Redação 16 set 2015, 16h19

Uma adolescente da cidade de Kvissel, no norte da Dinamarca, que matou a própria mãe a facadas após se tornar obcecada pelo Estado Islâmico foi condenada a 9 anos de prisão. Em outubro do ano passado, Lisa Borch, então com 15 anos, passou diversas horas na internet assistindo a vídeos de decapitação do grupo extremista na companhia do namorado Bakhtiar Abulla, de 39 anos, um muçulmano radical. Logo em seguida, ela deu vinte golpes com uma faca de cozinha na mãe.

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Tina Römer Holtegaard estava dormindo quando foi atacada pela filha. Depois de assassinar a mãe, Lisa ligou para a polícia: “Ouvi minha mãe gritar, olhei pela janela e vi um homem branco fugindo. Por favor, venham, está cheio de sangue aqui”. Quando os policiais chegaram, a adolescente estava vendo vídeos em seu celular e apontou a direção do quarto da mãe sem tirar os olhos do aparelho.

Jens Holtegaard, padrasto de Lisa, afirma que a garota começou a se interessar pelo grupo jihadista durante o relacionamento com o iraquiano Bakhtiar Abdulla, que ela conheceu em um centro para refugiados perto de sua casa. A jovem planejava viajar para a Síria para lutar ao lado dos extremistas do EI. “Nunca imaginei que ela pudesse fazer uma coisa dessas. Tina amava a filha e fazia tudo para ajudá-la”, disse o padrasto.

Ao longo do julgamento, Lisa afirmou diversas vezes que Abdulla teria desferido os golpes que mataram a mãe. O namorado, por sua vez, alegava que a mulher já estava morta quando ele chegou ao local. Como não foi possível identificar o assassino, ambos foram condenados. Abdulla foi sentenciado a 13 anos de prisão e será deportado após cumprir a pena.

(Da redação)

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