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Gangue liberta mais três reféns americanos no Haiti, diz grupo missionário

Grupo de 16 americanos e um canadense foram feitos de reféns em outubro após visita ao subúrbio de Porto Príncipe; 12 ainda permanecem presos

Por Da Redação 6 dez 2021, 14h50

O grupo criminoso que sequestrou missionários americanos e canadenses no Haiti libertou mais três reféns nesta segunda-feira, 6, de acordo com a organização religiosa que organizou a viagem ao país caribenho. 

A Christian Aid Ministries, sediada nos Estados Unidos, não forneceu detalhes sobre as negociações e disse que não divulgaria os nomes dos libertos por questões de segurança. 

Em outubro, dezesseis americanos e um canadense, incluindo cinco crianças, foram sequestrados pela gangue “400 Mawozo” depois de realizarem visita a um orfanato em Croix-des-Bouquets, no subúrbio da capital, Porto Príncipe. Os criminosos exigiam resgate de 1 milhão de dólares por vítima.

Em 21 de novembro, a organização religiosa anunciou que dois reféns haviam sido libertados. Com a libertação de mais três nesta segunda, 12 missionários permanecem sob domínio dos sequestradores.

O sequestro do grupo é tido como mais uma consequência da grave crise econômica e social que o Haiti está passando, agravada nos últimos meses. O país luta para se recuperar do assassinato de seu presidente, em 7 de julho, além do terremoto de 7,2 graus de magnitude em agosto. 

Nesse cenário, as gangues passaram a obter o controle de rotas fundamentais e da distribuição de combustível em todo o território. No mês passado, o governo dos Estados Unidos estimulou que todos os seus cidadãos deixassem o país em meio ao aprofundamento da crise.

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